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Secretaria
de Saúde de Macaé informou que houve um aumento
crescente do número de casos na cidade nos
últimos 20 dias
(Foto: Divulgação/Prefeitura de Macaé)
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Secretarias
de Saúde confirmam epidemias em Petrópolis e Nova Friburgo, na Região Serrana,
e surtos em Campos e Macaé, no Norte Fluminense.
Parte das
cidades mais populosas do interior do Estado do Rio de Janeiro estão
enfrentando epidemias e surtos de conjuntivite nestes primeiros meses de 2018.
As secretarias municipais de Saúde confirmam epidemias em Petrópolis e Nova
Friburgo, na Região Serrana, e surtos em Campos dos Goytacazes e Macaé, no
Norte Fluminense.
Segundo a
Secretaria de Estado de Saúde, a doença não é de notificação obrigatória pelos
municípios. O Ministério da Saúde classifica como surto o aumento repentino do
número de casos, dentro de limites geográficos restritos. Já a epidemia é o
aumento da doença, acima do esperado pelas autoridades, não delimitado a uma
região.
Em Petrópolis,
cidade mais afetada, 7.175 pessoas já tiveram a doença. O Hospital Estadual de
Campanha (HCAMP) foi montado ao lado da UPA do Centro para iniciar atendimento
nesta quarta-feira (14). A unidade é uma tenda com mais de 100 metros
quadrados.
Segundo a
Prefeitura, a estrutura foi montada com o apoio do 15º Grupamento do Corpo de
Bombeiros. A equipe é formada por um médico destacado pelo Consórcio Saúde
Legal, dois enfermeiros e dois técnicos de enfermagem.
Só em março,
até esta terça, foram atendidos 4.049 pacientes com a inflamação em toda a rede
de Saúde do município. O número é quase o dobro de todo o mês de fevereiro,
quando foram registrados 2.388 casos da doença.
O secretário de
Saúde, Silmar Fortes, reforça que uma vez diagnosticado com a doença, o
paciente precisa manter os itens pessoais e de higiene separados dos demais
familiares.
“É muito comum
ter a contaminação de famílias inteiras com conjuntivite, pois é uma doença
transmitida pelo contato. Então é importante que as pessoas não compartilhem
toalhas, fronhas e objetos de uso pessoal e busquem atendimento médico logo no
início dos sintomas. Quanto mais rápido for iniciado o tratamento mais cedo a
pessoa estará curada”, afirma Silmar Fortes.
Nova
Friburgo
Ainda na Região
Serrana, a Prefeitura de Nova Friburgo divulgou que, somente na UPA do
município, foram atendidos e registrados do dia 01 de março até esta
quarta-feira (14), 338 casos de conjuntivite e que as evidências apontam que o
município enfrenta sim uma epidemia da doença.
Campos
Na maior cidade
do interior, Campos dos Goytacazes, o setor de Vigilância Epidemiológica da
Secretaria de Saúde confirmou o surto de conjuntivite, caracterizado pela
alteração do número de casos no cenário epidemiológico normal do município,
registrado em um determinado período de tempo.
De acordo com a
secretaria, em janeiro e fevereiro deste ano, foram realizados 13 atendimentos
a pacientes com conjuntivite no Hospital Geral de Guarus (HGG) e 54
atendimentos no Hospital Ferreira Machado (HFM), totalizando 67 atendimentos
nas unidades de emergências dos dois hospitais municipais da cidade.
No mesmo
período de 2017, foram 28 atendimentos no HGG e 11 no HFM, totalizando 39
registros de pacientes com conjuntivite, um aumento de 60%.
Macaé
A Secretaria de
Saúde de Macaé informou que houve um aumento crescente do número de casos na
cidade nos últimos 20 dias. De acordo com o coordenador de Oftalmologia, Flávio
Cesário, o município está com a média de 150 atendimentos diários, considerados
como surto. A expectativa é que, nas próximas semanas, o pico da doença
diminua, já que o ciclo tem duração de 30 a 40 dias.
As unidades que
realizam o atendimento para quem suspeita da doença em Macaé são: Hospital
Público Municipal (HPM), Unidades de Pronto Atendimento (UPA) Barra e Lagomar,
Pronto Socorro Municipal, em Imbetiba, Pronto Socorro do Aeroporto e Hospital
Público Municipal da Serra (HPMS), em Trapiche.
Sobre a
doença
A inflamação
atinge a membrana que recobre os olhos (conjuntiva) e causa um quadro de grande
incômodo para os pacientes e exige tratamento imediato. Nos quadros leves é
utilizado apenas um colírio com tratamento de até três dias, casos mais graves
podem ser necessários o uso de anti-inflamatório, colírio e maior tempo de
tratamento.
A médica da UPA
Cascatinha, Néli Barbosa Martins, reforça que é importante as pessoas estarem
sempre atentas aos sintomas iniciais que são os olhos vermelhos, secreção,
lacrimejamento, pálpebras inchadas e sensação de areia nos olhos.
Dicas de
prevenção:
- Não use maquiagem de outras pessoas e nem empreste
as suas
- Evite compartilhar toalhas de rosto
- Lave as mãos com frequência e não as coloque nos
olhos sem higienização
- Use óculos de mergulho para nadar, ou óculos de
proteção se você trabalha com produtos químicos
- Não use medicamentos (pomadas, colírios) sem
prescrição (ou que foram indicados para outra pessoa)
- Evite nadar em piscinas sem cloro ou em lagos
Por Amaro Mota, G1, Região Serrana

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