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© AFP
Photo|Evaristo Sa
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BRASÍLIA - O ministro da Justiça,
Torquato Jardim, em nota oficial, respondeu às acusações do governador do
Ceará, Camilo Santana (PT), que tentou atribuir ao governo federal
responsabilidade na chacina que matou 14 pessoas em Fortaleza, na
madrugada de sábado, 27, sob a alegação de que o seu Estado não fabrica nem
armas pesadas nem drogas, que não existe uma política nacional de segurança
pública.
O governador petista avisou ainda
que ia cobrar ações do presidente Michel Temer para conter a onda de violência
local. Na nota, o ministro oferece apoio da do governo federal, mas devolve a
responsabilidade na questão de segurança pública para o Estado, lembrando que
governadores não pedem ajuda em questão de segurança por questão política. As
acusações do governador petista irritaram bastante o Planalto e o Ministério da
Justiça.
"O ministro Torquato Jardim
reafirma que a União seguirá cumprindo o papel de oferecer apoio técnico e
financeiro aos Estados, como vem fazendo regularmente, para que os órgãos de
segurança pública trabalhem de forma integrada e harmoniosa, ainda que os governantes
não solicitem apoio por razões eminentemente políticas", disse o titular
da Justiça, em nota.
O ministro informou ainda que
"uma força-tarefa" de membros da Secretaria Nacional de Segurança
Pública, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Departamento
Penitenciário Nacional foi formada por determinação dele, "para subsidiar
a Secretaria de Segurança Pública do Estado do Ceará com investigação e
informações de inteligência".
A nota acrescenta ainda que
"o reforço" com a força-tarefa montada "tem objetivo de
propiciar aos órgãos de segurança do Estado que atuem para reprimir de forma
exemplar a ação de grupos criminosos envolvidos na chacina do último
sábado". Durante este domingo, as áreas de segurança dos governos estadual
e federal discutiram medidas a serem adotadas no estado.
Em entrevista ao Estadão/Broadcast, na semana passada,
o ministro da Justiça Torquato Jardim afirmou que está trabalhando na
finalização de uma Política Nacional de Segurança Pública e na formatação da
divisão do seu ministério em duas pastas distintas: uma de Justiça e outra
exclusiva para Segurança Pública. O presidente Michel Temer estuda desmembrar
as pastas para dar destaque a segurança no debate eleitoral, mas também para
acomodar mais aliados na futura reforma ministerial.
"Está em estudo a divisão do
ministério, o presidente admite isso. Eu diria até que é um tema que está na
moda, até o candidato Geraldo Alckmin já disse que criaria o Ministério da
Segurança Publica", disse Torquato, acrescentando que "logo que
passar o Carnaval, eu vou entregar para o presidente a Política Nacional de
Segurança Publica. Só depois disso é que acho que se deve deliberar se precisa
ou não precisa de um ministério separado", ponderou o ministro. Segundo
ele, é possível que a divisão seja definida "já na recomposição do
ministério, em março talvez."
A seguir, íntegra da nota oficial
do Ministério da Justiça:
"Uma força-tarefa de membros
da Secretaria Nacional de Segurança Pública, Polícia Federal, Polícia
Rodoviária Federal e Departamento Penitenciário Nacional foi formada por
determinação do ministro Torquato Jardim para subsidiar a Secretaria de
Segurança Pública do Estado do Ceará com investigação e informações de
inteligência.
O reforço tem objetivo de
propiciar aos órgãos de segurança do Estado que atuem para reprimir de forma
exemplar a ação de grupos criminosos envolvidos na chacina do último sábado
(27).
O ministro Torquato Jardim
reafirma que a União seguirá cumprindo o papel de oferecer apoio técnico e
financeiro aos Estados, como vem fazendo regularmente, para que os órgãos de
segurança pública trabalhem de forma integrada e harmoniosa, ainda que os
governantes não solicitem apoio por razões eminentemente políticas."

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