1/26/2018

Justiça venezuelana exclui aliança opositora da eleição presidencial

Assim, a MUD será retirada do processo de validação das cédulas
 eleitorais, que será realizado no próximo final de semana -
o que deve ampliar ainda mais a ruptura entre chavistas
 e oposição no país.
Decisão ocorre dias após a Assembleia Constituinte adiantar a eleição, habitualmente realizada em dezembro, para antes de maio. Países dizem que não reconhecerão resultado do pleito.
A Suprema Corte venezuelana excluiu a aliança opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) da próxima eleição presidencial, na qual o presidente Nicolás Maduro pretende se reeleger.
A decisão do tribunal pró-Maduro é o mais novo golpe para a desmoralizada oposição, que busca derrotar o impopular governo chavista em meio a uma brutal crise econômica.
"Se ordena ao Conselho Nacional Eleitoral a exclusão da 'Mesa da Unidade Democrática' (MUD) no processo de renovação convocado", afirma a sentença do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ).
Assim, a MUD será retirada do processo de validação das cédulas eleitorais, que será realizado no próximo final de semana - o que deve ampliar ainda mais a ruptura entre chavistas e oposição no país.
O TSJ justificou sua decisão afirmando que a aliança opositora "obedece ao agrupamento de diversas organizações políticas já renovadas e outras pendentes de renovação que poderão participar do processo eleitoral nacional".
"A decisão da Corte Constitucional mostra que os juízes estão alinhados com a estratégia eleitoral do governo", acusa Omar Barboza, o novo presidente do Congresso venezuelano, que é liderado pela oposição.
Eleição antecipada
A decisão ocorre após a Assembleia Nacional Constituinte, que atualmente comanda o país com poder absoluto, adiantar a eleição, habitualmente realizada em dezembro, para antes de 30 de abril.
Logo depois, Maduro anunciou que concorrerá à reeleição. "Aceito a candidatura presidencial pela classe trabalhadora", afirmou o presidente venezuelano em um ato com trabalhadores transmitido pelo canal de televisão estatal.
Analistas e opositores dizem que o governo Maduro, que é apoiado pelo Tribunal Supremo de Justiça e pela Assembleia Constituinte, adiantou a eleição presidencial para aproveitar a crise de credibilidade e divisões sofridas pela MUD.
Reação internacional
Dezenas de países condenaram a antecipação da eleição na Venezuela. O Grupo de Lima, que reúne 14 países da América Latina - incluindo o Brasil -, e os Estados Unidos repudiaram a medida.
Antes mesmo da decisão da Suprema Corte venezuelana, o governo de Donald Trump disse que não reconhecerá o resultado da eleição.
"Nossa posição e da comunidade internacional é muito clara: essa eleição será ilegítima e o resultado não será reconhecido", afirmou um porta-voz do Departamento de Estado americano (o equivalente ao Ministério de Relações Exteriores brasileiro).

Por France Presse

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!