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Cláudio
Moreira é acusado de chefiar esquema que fazia
contratos de forma emergencial para fugir do
processo
licitatório (Foto: Reprodução/Inter TV)
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Presidente
da Comsercaf foi preso em dezembro na Operação Basura, da Polícia Federal e Ministério
Público.
Cláudio
Moreira, apontado
como chefe de um esquema de fraude em licitações na empresa
responsável pela coleta de lixo em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio,
recebeu um habeas corpus neste sábado (6) para deixar a prisão. O G1 aguarda
informações da Polícia Militar sobre se ele já saiu da unidade prisional da
corporação em Niterói.
Cláudio foi
preso no dia 5 de dezembro de 2017, quando a Polícia Federal o Ministério
Público deflagram a Operação Basura (lixo em espanhol). Segundo o MPRJ, Cláudio
firmou contratos sem licitação sob falsa motivação de emergência. Os contratos
investigados somam mais de R$ 60 milhões, segundo a Polícia Federal.
Operação
Basura: Gravação telefônica mostra forma de atuação do presidente da Comsercaf
O ex-presidente
da Comsercaf aparece
em conversas gravadas por escutas telefônicas onde negocia a
participação de pessoas no esquema.
Além de Cláudio
Moreira, outras 12 pessoas, entre servidores e laranjas, foram denunciadas por
envolvimento no esquema, que de acordo com o Ministério Público. Segundo a
denúncia do MPRJ, o ex-presidente da Comsercaf controlava todas as
contratações, incluindo funcionários, empresas e fornecedoras de equipamentos e
serviços terceirizados de coleta de resíduos sólidos, varrição, capina e
limpeza urbana.
Após a prisão
de Cláudio Moreira, Luis
Cláudio Gama dos Santos assumiu como interventor, de forma provisória,
da Comsercaf. De acordo com o decreto, publicado no dia 8 de dezembro, a medida
é válida por 12 meses. Além da mudança, a prefeitura exonerou todos os 145
funcionários comissionados da autarquia.
O MP cita
também conversas sobre a licitação para a escolha da empresa de manutenção da
iluminação pública. Um fiscal de contratos da Comsercaf, diz que Cláudio
Moreira perguntou se tinha algum empreiteiro para ganhar uma licitação de R$
150 mil.
A reportagem
do G1 tenta contato
com a defesa de Cláudio Moreira.
Por G1, Cabo Frio

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