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Presidente catalão, Carles Puigdemont, e
conselheiro catalão
Jordi Turull cerimônia solene em Barcelona,
realizada em outubro
(Foto: Gonzalo Fuentes/ Reuters)
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Presidente
destituído da Catalunha se estabeleceu em Bruxelas após Madri pedir sua prisão
devido ao processo de independência deflagrado na região.
O juiz Pablo Llarena, do Tribunal Supremo da
Espanha, decidiu nesta terça-feira (5) retirar as ordens europeias de detenção
ditadas contra o ex-presidente do governo regional da Catalunha, Carles
Puigdemont, e quatro ex-conselheiros do seu gabinete que fugiram com ele para
Bruxelas.
Os cinco se instalaram na capital belga após
serem destituídos pelo governo espanhol por darem início a um processo
independentista. Ele permanecem em Bruxelas, e Puigdemont se apresentam como
chefe de governo catalão no exílio.
Espanha retira ordem de captura do
ex-presidente da Catalunha
Na prática, com a decisão judicial, a Espanha
deixa de solicitar a colaboração com as autoridades belgas para manter
Puigdemont e as outras autoridades catalãs sob custódia.
Llarena considera que as ordens europeias
emitidas contra eles pela Audiência Nacional devem ser retiradas porque o caso,
que está sob sua responsabilidade, requer uma atuação unificada - caso
contrário, diz o juiz, o processo poderia levar "a respostas
contraditórias e divergentes para os diferentes partícipes".
Artigo 155
A independência havia sido proclamada pela
autoridade catalã em 27 de outubro. Desde então, ativando pela primeira vez
o artigo 155 da Constituição espanhola, Rajoy suspendeu o governo de
Puigdemont, dissolveu o Parlamento da região autônoma e convocou as eleições.
O referendo realizado no dia 1º de outubro na
Catalunha, considerado ilegal por Madri, arrastou a Espanha para sua pior crise
política em décadas. A votação foi violentamente reprimida. Na consulta
popular , 90% dos votantes foram a favor da independência (2 milhões
de pessoas, ou 43% do eleitorado catalão).
A instabilidade diminuiu depois que a
demissão de autoridades separatistas da região causou pouca resistência, mas
eleições gerais convocadas na região autônoma para o próximo dia 21 de dezembro
ainda causam apreensão. Pesquisas de opinião, entrentanto, mostram que o
apoio à separação tem diminuído entre a população catalã.
Por G1

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