Investigação revela que grandes comerciantes do RJ estão no mercado negro de cargas roubadas | Rio das Ostras Jornal

Investigação revela que grandes comerciantes do RJ estão no mercado negro de cargas roubadas

O estado do Rio lidera as estatísticas nacionais do
roubo de cargas. (Foto: Reprodução/TV Globo)
A carga é repassada para um intermediário ou interceptador e depois segue para os comerciantes. O estado do Rio lidera as estatísticas nacionais do roubo de cargas.
Uma investigação sobre o roubo de carga descobriu que grandes comerciantes participam ativamente do mercado ilegal de receptação de mercadorias desviadas de caminhões no Rio. O estado lidera as estatísticas nacionais nessa prática, que além da violência, traz um prejuízo grande para economia.
De acordo com a investigação, quando um caminhão é roubado ele normalmente vai para alguma comunidade - onde a polícia tem dificuldade no acesso. Lá, a carga é repassada para um intermediário ou interceptador e só depois segue para os pequenos comerciantes ou mesmo para o consumidor final.
Um programa chamado mancha de calor fez um mapeamento das ocorrências e onde acontecem, com que frequência. O alerta vermelho para roubo de cargas atualmente é na Zona Norte entre os bairros da Penha, do Jardim América e de Vigário Geral.
A Avenida Brasil, uma das principais vias expressas do Rio, possui o maior número de roubos de cargas. A polícia do Rio está concentrando esforços para prender não apenas os assaltantes, mas também os interceptadores. O delegado da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas, Gustavo Rodrigues, não têm dúvidas que os grandes comerciantes compram e armazenam o produto roubado para revender depois.
“Esses comerciantes eles atualmente são os grandes vilões do roubo de cargas do Rio de Janeiro porque essa capacidade de aquisição e venda de mercadorias roubadas, ela alimenta o roubo de cargas numa medida muito maior que qualquer outro receptador”, revela o delegado.
Imagens divulgadas pela polícia mostram um depósito em Madureira, na Zona Norte, onde há um dos maiores centros de comércio popular do Rio. Os policiais da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas encontraram um caminhão carregado de chocolate. A carga avaliada em R$300 mil foi roubada no trajeto entre o Espírito Santo e o Rio de Janeiro.
"Essa atuação desses atravessadores e grandes comerciantes, ela facilita a ação do narcotraficante que rouba cargas. Por que? O individuo rouba uma carga enorme e ele tem que repassar essa carga. A partir do momento que voce tem um receptador com poder aquisitvo alto e uma capacidade de armazenamento alta, ele compra aquela carga inteira fechada. Entao ele dá uma vazão aos produtos do roubo de carga muito maior", explica o delegado.

Por Fernanda Graell e Felipe Freire, Bom Dia Brasil
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