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Craig Coley,
em imagem sem data feita no presídio
onde cumpria
pena
(Foto: California Department of
Corrections
and Rehabilitation/AP)
|
Craig Coley
cumpria prisão perpétua pelo assassinato de ex-namorada e filho dela. Exame de
DNA realizado após reabertura do caso deu negativo.
O governador da
Califórnia, Jerry Brown, concedeu induto na quarta-feira (23), para um homem de
70 anos que passou 39 deles na prisão por assassinatos que as autoridades agora
acreditam que ele não cometeu.
O homem
indultado, Craig Coley, foi colocado na mesma data em liberdade.
Coley cumpria
pena de prisão perpétua pelos assassinatos em 1978 da sua ex-namorada, Rhonda
Wicht, de 24 anos, e do filho dela, o menino Donald, 4, em Simi Valley,
Califórnia, embora ele sempre tenha alegado sua inocência.
Brown disse que
há dois anos ordenou a revisão do caso de Coley.
"A honra
com que Coley suportou esta longa e injusta prisão é extraordinária",
disse o governador.
O indulto de
Brown foi apoiado pelo atual chefe da Polícia de Simi Valley, David
Livingstone, e pelo promotor do Condado de Ventura - do qual faz parte Simi
Valley -, Gregory Totten.
Livingstone e
Totten reabriram o caso em 2016, depois que um agente aposentado levantou
dúvidas sobre a culpa de Coley.
Embora muitas
das evidências tenham sido destruídas depois que o réu esgotou todos os
recursos, as autoridades realizaram alguns testes de DNA que não combinavam com
seu perfil.
"Este é um
caso trágico. Uma mulher inocente e uma criança pequena foram assassinados.
Craig Coley passou 39 anos na prisão por um crime que provavelmente não
cometeu. O verdadeiro assassino ou assassinos não foram julgados",
afirmaram Livingstone e Totten, em outro comunicado.
Por Agencia EFE

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