BRASÍLIA - O
presidente Michel Temer definiu nesta quarta-feira que o deputado Antonio Imbassahy (BA) permanecerá como
ministro da Secretaria de Governo pelo menos até o próximo dia 9 de
dezembro, quando está marcada a convenção nacional do PSDB, partido do
ministro. Com a decisão, o provável substituto do tucano na pasta, o deputado
Carlos Marun (PMDB-MS), só deve assumir o cargo após essa data.
© Foto: Estadão Antonio
Imbassahy (PSDB-BA)
De acordo com
fontes da Câmara envolvidas nas negociações, Temer decidiu manter Imbassahy
após apelo do senador Aécio Neves (MG), presidente licenciado do PSDB. O tucano
mineiro disse ao presidente da República que uma eventual saída de Imbassahy do
cargo agora poderia influenciar o resultado da convenção, quando os tucanos
devem decidir se desembarcam ou não oficialmente do governo Temer.
Temer comunicou
a decisão de manter Imbassahy por enquanto diretamente Marun durante reunião no
Palácio do Planalto minutos antes da posse do deputado Alexandre Baldy (sem
partido-GO) como ministro das Cidades. Além do peemedebista, participaram da
reunião o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o líder do governo na
Casa, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), e o líder do PMDB na Câmara, Baleia
Rossi (SP).
Imbassahy
enfrenta pressão do PMDB e de partidos do Centrão, entre eles, PP, PSD e PR,
para que seja retirado da articulação política do governo. O argumento é de que
um tucano não pode comandar um ministério tão importante, após os sinais de que
o PSDB vai desembarcar do governo Temer. O PMDB reivindicou o ministério e
definiu o nome de Marun como substituto do ministro tucano.
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