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O presidente
americano e o líder norte-coreano têm trocado
ofensas e provocações a respeito do programa
nuclear de
Pyongyang (Foto: Carlo Allegri/Reuters;
KCNA/via Reuters)
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Documentos
militares teriam sido roubados no ano passado e incluiriam plano para matar Kim
Jong-un; governo da Coreia do Norte nega.
Hackers
norte-coreanos dizem ter roubado uma grande quantidade de documentos militares
da Coreia do Sul, incluindo um plano para assassinar o líder da Coreia do
Norte, Kim Jong-un.
Rhee Cheol-hee,
um advogado sul-coreano, afirmou que a informação veio do Ministério da Defesa
de seu país.
Os documentos
comprometidos incluiriam planos de contingência elaborados pelos Estados Unidos
e pela Coreia do Sul em caso de guerra com o Norte - além de relatórios feitos
para os aliados dos altos comandantes.
Até a
publicação deste texto, o Ministério da Defesa da Coreia do Sul se recusou a
comentar as alegações.
Os hackers
teriam acessado planos que seriam usados pelas forças especiais sul-coreanas,
além de informações sobre plantas nucleares importantes e outras instalações
militares no Sul.
Rhee pertence
ao partido do governo sul-coreano e faz parte do comitê de Defesa do
Parlamento. Segundo ele, 235 GB de documentos militares foram roubados do
Centro Integrado de Dados de Defesa, e 80% destes documentos ainda precisam ser
identificados.
O roubo teria
ocorrido em setembro do ano passado. No último mês de maio, a Coreia do Sul
afirmou que uma grande quantidade de dados havia sido roubada e que seu vizinho
do norte poderia ter instigado o ciberataque - mas não deu detalhes do que
teria sido roubado.
A Coreia do
Norte negou participação no suposto roubo.
'Só uma
coisa'
A agência de
notícias sul-coreana Yonhap afirma que Seul foi vítima de uma série de
ciberataques por seu vizinho comunista nos últimos anos - muitos alvejando
sites e instalações governamentais.
Acredita-se que
a Coreia do Norte tenha hackers especialmente treinados e baseados em outros
países, inclusive na China. O país, no entanto, acusou seu vizinho do sul de
"fabricar" as alegações.
As notícias de
que Pyongyang teria acessado planos de Seul-Washington para uma guerra na
península coreana certamente não ajudarão a diminuir as tensões entre os EUA e
a Coreia do Norte.
Os dois países
têm travado uma guerra verbal nos últimos meses a respeito das atividades
nucleares da Coreia do Norte, com o governo de Donald Trump pressionando pela
interrupção dos testes de mísseis e Pyongyang afirmando que vai mantê-los.
Recentemente, o
Norte afirmou ter conseguido testar, com sucesso, uma bomba de hidrogênio
miniaturizada, que poderia ser colocada em um míssil de longo alcance.
Em seu primeiro
discurso na Assembleia Geral da ONU, em setembro, Trump ameaçou destruir a
Coreia do Norte caso ela ameace seu país ou seus aliados, e disse que Kim
Jong-un está em uma "missão suicida".
Kim respondeu
com um raro pronunciamento em que prometia "domar o americano mentalmente
perturbado e senil com fogo".
A resposta de
Trump veio na forma de um tuíte enigmático no fim de semana, em que ele afirmou
que "só uma coisa vai funcionar" nas negociações com a Coreia do
Norte, após anos de tentativas frustradas de conversas. Ele não explicou o que
quis dizer, no entanto.
Por BBC

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