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Hélio era
dono de uma rede de óticas no Rio
(Foto:
Reprodução / TV Globo)
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Bombeiro que viu o acidente contou
à polícia que o sargento Marcelo Soares atingiu Hélio Crespo ao tentar fazer
ultrapassagem. Ele nem mesmo freou após atropelar o ciclista e fugiu do local.
Uma testemunha afirmou em
depoimento à Polícia Civil que o sargento da PM Marcelo Soares dirigia em alta
velocidade e tentou fazer uma ultrapassagem quando atingiu o empresário Hélio
Crespo, que pedalava na altura da Praia da Reserva, no Recreio dos
Bandeirantes, Zona Oeste do Rio. Hélio acabou morrendo em decorrência dos
ferimentos.
A testemunha, um bombeiro, contou
à GloboNews que estava de folga, na manhã de sábado, e viu quando Hélio foi
atingido pelo carro dirigido por Marcelo. Segundo ele, o PM seguia em alta
velocidade no sentido Recreio e tentou ultrapassar um carro pela pista da
direita e acabou atingindo o ciclista, que pedalava no canto da via.
O atropelamento aconteceu por
volta das 7h de sábado, a poucos metros de um radar de velocidade e de uma
câmera da CET-Rio. Um dos radares, inclusive, registrou que o vevículo guiado
pelo PM passou pela via a 118 km/h.
"Eu estava no estacionamento,
a uns dez metros do radar. Assim que desliguei o carro, eu vi um Corolla preto
passando muito rápido. Ele [Marcelo] estava na pista da esquerda e havia um
carro azul. Ele tentou fazer a ultrapassagem pela direita, mas provavelmente
abriu demais e não conseguiu voltar, e aí pegou o ciclista, que foi arremessado
a uns 3 metros de altura", contou a testemunha.
O bombeiro afirmou também que o
policial nem mesmo pisou no freio após atropelar Hélio e fugu do local
arrastando a roda da bicicleta, que ficou presa no carro. Ele correu para o
local e encontrou a vítima com fraturas nas pernas e um ferimento na cabeça.
Ainda segundo a testemunha, a ambulância do Corpo de Bombeiros chegou ao local
em cinco minutos e socorreu o ciclista, que chegou a ser levado com vida para o
hospital.
De acordo com o Detran-RJ, a
carteira de habilitação de Marcelo estava suspensa desde novembro do ano
passado, devido aos 471 pontos acumulados em 99 multas, aplicadas nos últimos
cinco anos. O órgão informou que abriu procedimento para cassar a habilitação
do PM.
Marcelo Soares responde a
Inquérito Policial Militar (IPM) conduzido pela PM e está em liberdade, mas foi
afastado do policiamento ostensivo, realizando apenas serviços administrativos
no 31º BPM (Recreio), onde é lotado.
A Polícia Civil, que já indiciou o
sargento por homicídio culposo, não descarta mudar a acusação para homicídio
com dolo eventual, se for comprovado que ele assumiu o risco de causar o
acidente, por estar sob efeito de álcool ou drogas, ou por trafegar em alta
velocidade.
Por GloboNews

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