Delator afirmou que Odebrecht
pagou propina ao PT por contratos para extração do petróleo do pré-sal. Para
defesa de Lula, caso deveria ser remetido pelo STF à Justiça de SP, não do
Paraná.
O Supremo Tribunal Federal (STF)
negou nesta terça-feira (29) um pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da
Silva e manteve com o juiz Sérgio Moro a condução do caso envolvendo suposto
pedido de propina para o PT na construção de sondas para a Petrobras.
O pedido de propina teria sido
feito pelo ex-gerente da estatal Pedro Barusco a executivos da Odebrecht. A
empreiteira venceu a licitação para fornecer os equipamentos destinados à
extração de petróleo do pré-sal.
Segundo Barusco, a Odebrecht
deveria pagar propina de 1% do contrato, sendo que 1/3 do montante seria
destinado a funcionários da Petrobras e da Sete Brasil (responsável pela
construção das sondas) e 2/3 ao PT, o que teria sido decidido por Lula.
Desde o início das investigações
da Lava Jato o PT tem afirmado que não recebeu doações ilegais e que todos os
recursos recebidos foram devidamente declarados à Justiça Eleitoral.
Além disso, a assessoria de Lula
tem afirmado que ele não praticou atos ilícitos antes, durante ou depois do
mandato de presidente.
Caso enviado a Moro
O caso foi enviado a Moro em março
deste ano pelo ministro Edson Fachin, do STF, por não envolver autoridades com
foro privilegiado.
A defesa de Lula, no entanto,
contestou a remessa para o juiz, sob o argumento de que o caso deveria ser
encaminhado à Justiça Federal em São Paulo, local onde teriam ocorrido os acertos
de propina entre o ex-ministro Antonio Palocci e Marcelo Odebrecht.
Por unanimidade, os ministros da
Segunda Turma que participaram da sessão desta terça – Edson Fachin, Dias
Toffoli e Ricardo Lewandowski – entenderam que o caso tem relação com fatos
ligados a processos com Moro, e por isso, o mantiveram no Paraná.
Por Renan Ramalho, G1, Brasília
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