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O
vice-presidente do Equador, Jorge Glas, durante coletiva
de imprensa
em Quito, no dia 21 de agosto
(Foto:
Reuters/Daniel Tapia)
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Jorge Glas é acusado de
envolvimento em caso de corrupção relacionado com a construtora Odebrecht. Ele
nega ter cometido crimes em administração anterior, quando esteve à frente dos
setores estratégicos e energéticos do país.
A Procuradoria Geral do Equador
pediu à Corte Nacional de Justiça que não permita a saída do vice-presidente
Jorge Glas do país, onde nesta terça-feira (29) participou de uma
"audiência de vinculação" penal ao caso Odebrecht junto com outros dez
suspeitos.
"Em relação ao
vice-presidente, o procurador Carlos Baca solicita medida cautelar de proibição
de saída do país", informou a Procuradoria no Twitter.
A Corte Nacional de Justiça do
Equador começou nesta terça a ouvir os argumentos para vincular penalmente o vice-presidente em um
caso de corrupção relacionado com a construtora Odebrecht.
O politico, que se tornou
vice-presidente após as eleições de abril, negou qualquer crime em relação a
contratos com a companhia brasileira quando esteve à frente dos setores
estratégicos e energéticos do país no governo anterior, do presidente Rafael Correa.
Glas se absteve hoje de comparecer
à audiência, na qual foi representado por seu advogado, Eduardo Franco Loor,
ex-juiz da Corte Nacional de Justiça e que não fez declarações à imprensa.
Segundo o jornal "El
Comercio", um assessor do vice-presidente, Vicente Peralta, sentou-se no
setor destinado à defesa.
Durante a audiência, o
procurador-geral, Baca Mancheno, estabeleceu "a existência de 8
fundamentos para vincular" o vice-presidente "no processo de
associação ilícita", informou a Promotoria sobre os "indícios"
pelos quais pediu a "vinculação penal" de Glas no caso, em um
processo pelo qual uma pessoa interrogada passa à condição de suspeito
imputável.
Glas, que prestou depoimento no
começo de agosto à procuradora Diana Salazar, é suspeito de um crime de
"associação ilícita" em contratos concedidos à Odebrecht dos quais
teria supostamente se beneficiado.
Entre os outros dez suspeitos
convocados para a audiência está um tio do vice-presidente, Ricardo Rivera.
Para seis, o procurador fiscal pediu prisão preventiva, e para os ex-diretores
da Odebrecht não solicitou medida cautelar alguma.
Por Agencia EFE

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