Procuradores da Venezuela pedem anulação da Assembleia Constituinte

Eleitor se identifica antes de votar para a Assembleia
Constituinte em Caracas, na Venezuela, no domingo
 (30) (Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters)
Pedido tem como base supostos delitos no processo eleitoral. Empresa responsável por processo denunciou manipulação no números de eleitores participantes.
O Minstério Público da Venezuela pediu nesta quinta-feira (3) a um tribunal de controle a anulação da Assembleia Constituinte - eleita no último domingo e que foi rejeitada pela oposição e boa parte da comunidade internacional -, por suposta fraude em sua eleição. O pedido feito por dois procuradores nacionais "se baseia nos supostos delitos cometidos durante o processo eleitoral da Constituinte", afirmou o órgão pelo Twitter.
Segundo a empresa Smartmatic, encarregada do processo de votação, houve fraude em relação ao número de eleitores para a Constituinte. Maduro rejeitou a fraude afirmando que o processo foi "transparente" e atribuiu a denúncia da Smartmatic a uma "reação do inimigo internacional".
A instalação da Constituinte, que vai redigir uma nova Constituição e poderá reformar o Estado, está programada para ocorrer nesta sexta-feira, às 11h, segundo anunciou Maduro.
A procuradora-geral Luisa Ortega informou mais cedo que abriu uma investigação sobre a denúncia de fraude envolvendo a eleição da Constituinte convocada pelo presidente Nicolás Maduro.
"Informo que designei dois procuradores para investigar as quatro reitoras do CNE (Conselho Nacional Eleitoral) por este fato tão escandaloso", disse Ortega, uma chavista que rompeu com o presidente Nicolás Maduro, à rede de televisão CNN.
O número de eleitores era chave para a legitimidade da Constituinte, após a oposição assegurar que obteve 7,6 milhões de votos contra a sua realização em um plebiscito simbólico celebrado em 16 de julho.
Ortega, que desconhece a Constituinte e denuncia a "ambição ditatorial" de Maduro, destacou que o caso da Smartmatic "é mais um elemento de todo um processo fraudulento, ilegal e inconstitucional que representa" a iniciativa do governante socialista.
"Estamos diante de um fato inédito, grave, que constitui crime", disse Ortega, que pediu a realização de uma "auditoria" com "especialistas nacionais e internacionais, que não sejam reitores do CNE, porque estes são os primeiros suspeitos". "Isto é grave, muito grave, e é preciso investigar e determinar as responsabilidades", concluiu.
O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, propôs a Constituinte como solução para a grave crise política do país, mas a oposição, que exige eleições gerais, considera a iniciativa uma manobra para tentar prolongar o mandato do presidente. Os opositores têm maioria no Parlamento.

Por G1
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