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PF e MPF
realizam operação na sede do Riocard, no
Centro do
Rio. (Foto: Reprodução/ TV Globo)
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Ação têm como objetivo recolher
documentos e planilhas da bilhetagem eletrônica nos ônibus que circulam na
cidade. Sistema seria usado para desviar dinheiro, dizem investigações.
A Polícia Federal e o Ministério
Público Federal cumprem mandados de busca e apreensão, na manhã desta
sexta-feira (25), no escritório do Riocard, no Centro do Rio. As buscas têm
como objetivo recolher documentos e planilhas da bilhetagem eletrônica nos
ônibus que circulam na cidade.
A suspeita é que a Fetranspor, a
Rio Par e a Riocard usariam o controle que possuem do sistema de arrecadação do
bilhete eletrônico para desviar dinheiro para propina.
A ação faz parte da Operação Ponto
Final, um desdobramento da Lava Jato no Rio. Em julho, 10
pessoas foram por suspeita de integrar um esquema de corrupção
milionário. Segundo as investigações, pessoas ligadas a cúpula do setor de
transportes do RJ, com a participação de empresas e políticos do estado, teria
movimentado R$ 260 milhões em propina.
Entre os presos estavam empresário
Jacob Barata Filho, o ex-presidente da Federação das Empresas de Transportes de
Passageiros do Estado do RJ (Fetranspor) Lélis Teixeira, e o ex-presidente do
Detro Rogério Onofre. O trio e David Augusto Câmara Sampaio e Marcio Marques Pereira
de Miranda, que também foram presos na Operação Ponto Final, foram soltos após
decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.
De acordo com o juiz federal
Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, a busca e apreensão nos endereços
é importante para a continuidade das investigações sobre a prática de diversos
crimes no sistema de transporte, tal qual uma organização criminosa, relacionados
com o Governo do Estado do Rio de Janeiro.
Segundo as investigações, a
Fetranspor utilizaria do controle sobre os dados de bilhetagem eletrônica no
Estado do Rio de Janeiro para gerenciar a arrecadação de dinheiro nas empresas
de ônibus e o repasse de propina aos agentes públicos.
A verba vinda da bilhetagem
eletrônica está sob investigação do Tribunal de Contas do Estado do Rio de
Janeiro (TCE), já que a Fetranspor se recusou a prestar contas sobre o
dinheiro.
O esquema de fraudes na bilhetagem
nos ônibus serviria para alimentar uma forma de caixa 2, usado no pagamento de
vantagens indevidas aos agentes públicos, com o objetivo de manter privilégios
no setor.
Segundo depoimento do diretor
financeiro da Fetranspor, André Nolte, ao Ministério Pùblico Federal, o
dinheiro vindo da bilhetagem eletrônica é gerido de maneira centralizada pela
Fetranspor, que posteriormente ressarce às empresas. De acordo com ele, a
movimentação financeira do Riocard é de cerca de R$ 6 bilhões por ano.
Por G1 Rio

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