MPF cobra R$ 4 milhões de advogado e procurador presos após delação da JBS

Ângelo Goulart Villela e Willer Tomaz de Souza teriam atuado para embaraçar investigações sobre a empresa. Os dois chegaram a ser presos, mas foram liberados pelo Supremo.
O Ministério Público Federal no Distrito Federal ingressou na quinta-feira (10) com ação civil na Justiça por improbidade administrativa contra o procurador da República Ângelo Goulart Villela e o advogado Willer Tomaz de Souza. Na ação, o MPF pede que os dois paguem R$ 4 milhões em indenização por danos morais.
Os dois teriam atuado para beneficiar o grupo J&F, que controla o frigorífico JBS, e para embaraçar investigações sobre eventuais irregularidades praticadas por empresas do grupo. Eles chegaram a ser presos e se tornaram réus na Justiça de São Paulo devido aos fatos.
Segundo o MPF-DF, as investigações reveleram que, valendo-se do cargo que ocupava, Ângelo Goulart atuou para embaraçar investigações, vendendo informações sigilosas sobre investigações relacionadas à J&F.
À época dos fatos apurados, Goulart era integrante da força-tarefa da Operação Greenfield.
De acordo com o Ministério Público, o responsável por aliciar o procurador foi Willer Tomaz de Souza. Segundo a ação, o advogado pagava uma mesada de R$ 50 mil a Goulart em troca de informações sigilosas sobre investigações em curso sobre empresas do grupo J&F, que estavam entre os alvos da Greenfield.
Segundo a delação de Joesley Batista e de outros executivos da J&F, o advogado recebeu R$ 4 milhões para aliciar o procurador.
Na ação civil, o MPF-DF afirma que os dois cometeram os crimes de corrupção, violação de sigilo funcional e obstrução à investigação, crimes que já são investigados em um inquérito separado.
"[Além desses crimes] Os atos configuram imoralidade qualificada por desrespeitar entre outros mandamentos, a moralidade, a impessoalidade, a legalidade e a eficiência", afirma o MPF.
Além da indenização de R$ 4 milhões, valor equivalente ao pago pela J&F no esquema, o Ministério Público pede que o procurador perca o cargo. A ação também pede que os dois sejam impedidos de firmar contratos com o poder público e tenham de pagar multa.

Como os donos do grupo J&F firmaram acordo de leniência com o MPF, eles não foram incluídos na ação civil.
Por G1, Brasília

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