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© TIAGO
QUEIROZ/ESTADÃO A ação sustenta que o novo texto
não
apresenta real modificação do conteúdo do decreto revogado
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BRASÍLIA - O ministro Gilmar
Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu nesta quarta-feira, 30, 10 dias
para o presidente Michel Temer explicar o decreto que extinguiu a Reserva
Nacional de Cobre e Associados (Renca), localizada nos Estados do Pará e do
Amapá.
“Notifique-se a autoridade coatora
para apresentar informações (art. 7º, I, da Lei 12.016/09). Dê-se ciência do
feito à Advocacia-Geral da União, nos termos do art. 7º, II, da Lei
12.016/2009. Em seguida, retornem os autos para apreciação da liminar.
Publique-se”, determinou o ministro, que está cumprindo viagem oficial na
Romênia.
O PSOL alega que a extinção da
reserva invade a competência legislativa do Congresso Nacional e tem um
simbolismo muito grande, "porque demonstra de forma inequívoca que o
governo federal está dando atenção à atividade econômica da mineração".
Em meio à polêmica sobre a
reserva, o governo editou um novo decreto, que mantém a extinção da reserva,
mas entre os poucos pontos alterados prevê a criação de um Comitê de
Acompanhamento das Áreas Ambientais da Extinta Renca interministerial.
Contestado pelo PSOL, o novo
decreto tem como objetivo regulamentar a exploração mineral "apenas na
área onde não haja sobreposição com unidades de conservação, terras indígenas e
faixa de fronteira", de acordo com o governo.
Desistência. Em nota
enviada pela bancada do PSOL da Câmara dos Deputados, o partido informou que
vai retirar o mandado de segurança.
“Considerando a concessão de
liminares em primeira instância que suspendem os efeitos do referido decreto
junto à Justiça Federal e atendendo à solicitação de movimentos sociais que,
por ocasião, abriram um diálogo com a bancada, entendemos que a melhor
estratégia no presente momento é permitir o andamento das Ações Populares já
impetradas”, informou o partido.
De acordo com a sigla, neste
momento é oportuno “aguardar o desenrolar das ações em tramitação nas
instâncias inferiores antes de provocar judicialmente o STF”.

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