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Monitor
mostra o lançamento de míssil norte-coreano em
Tóquio,
nesta terça-feira (29) (Foto: Reuters/Kim Kyung-Hoon)
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Governo norte-coreano afirma ser
a ação resultado de política hostil dos Estados Unidos e do aumento da corrida
nuclear contra o país.
A Coreia do Norte defendeu nesta
terça-feira (29) o direito à autodefesa e afirmou que continuará com a sua
política de "dissuasão nuclear", horas após lançar um míssil que
passou acima do Japão, em ato que foi rapidamente condenado pela
comunidade internacional.
"Temos razão de responder
com medidas duras no exercício do nosso direito à autodefesa e os Estados
Unidos serão inteiramente responsáveis pelas consequências", disse o
embaixador norte-coreano perante a Conferência de Desarmamento, Han Tae-song.
Em resposta à ação
norte-coreana, o presidente dos
Estados Unidos Donald Trump sugeriu que não dará tréguas ao país
após lançamento de míssil. "Todas as opções estão sobre a mesa",
afirmou nesta terça-feira (29).
O míssil balístico disparado pela
Coreia do Norte sobrevoou a ilha de Hokkaido, no norte do arquipélago japonês,
e caiu em águas do Oceano Pacífico, a cerca de 1.180 quilômetros da costa
japonesa, segundo informações oficiais proporcionadas de Tóquio.
De acordo com Han Tae-song, a
tensão nuclear na Península da Coreia "é o resultado da política hostil
dos EUA e do aumento da corrida nuclear contra a Coreia do Norte, que não teve
outra alternativa a não ser fortalecer a sua dissuasão nuclear para enfrentar
esta ameaça",
O diplomata afirmou que as
manobras militares anuais realizadas atualmente por Estados Unidos e Coreia do
Sul "são uma preparação para a guerra e para um ataque preventivo contra o
país".
Han Tae-song acusou o Conselho de
Segurança da ONU de ter ignorado os pedidos do governo norte-coreano para
discutir essas manobras e para que ameace os dois países.
O representante da Coreia do Norte
insistiu que qualquer ação de seu país será "em defesa própria, da
soberania e do direito a existir".
"Os exercícios militares
conjuntos de EUA e Coreia do Sul geram tensão na península e fazem caso omisso
às advertências da Coreia do Norte, em um ato fanático que põe mais lenha na
fogueira", sustentou o representante de Pyongyang.
Por Agencia EFE

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