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Ex-presidente
do Peru Ollanta Humala e sua mulher,
Nadine
Heredia (Foto: Reuters)
|
Audiência será realizada na
manhã desta quarta-feira.
O Ministério Público do Peru pediu
nesta terça-feira (11) à Justiça a prisão preventiva do ex-presidente Ollanta
Humala e sua esposa Nadine Heredia, pela suposta contribuição irregular da
empresa brasileira Odebrecht à campanha eleitoral de 2011 do ex-presidente do
Peru.
O juiz Richard Concepción, que
investiga as denúncias de pagamento de propinas e contribuições irregulares no
Peru pela Odebrecht, realizará uma audiência com a presença do casal na manhã
desta quarta para decidir se acolhe o pedido. Em fevereiro, Concepción ordenou a prisão preventiva do ex-presidente
Alejandro Toledo pelos supostos subornos da Odebrecht.
O pedido do procurador Germán
Juárez, que investiga o casal há mais de dois anos, é fundamentado nas
declarações do empresário Marcelo Odebrecht, diretor da empreiteira Odebrecht,
que afirmou que entregou US$ 3
milhões para a campanha presidencial que levou Humala ao poder em
2011. Humala governou o país até 2016.
Em abril, Odebrecht declarou em
Curitiba que apoiou Humala a pedido do PT. Humala nega qualquer contribuição econômica da Odebrecht.
Um dos advogados de Humala, Julio
César Espinoza, declarou à emissora de rádio "RPP Noticias" que só
soube do pedido do promotor "pela imprensa". "Não fomos
notificados oficialmente, nem sabemos o conteúdo do requerimento. Estamos
atentos para que isso ocorra para analisá-lo e discuti-lo como corresponde na
audiência", acrescentou.
O advogado disse que seus clientes
pedem ao juiz "que atue de maneira imparcial e não influenciado por
qualquer pressão" e lembrou que em novembro do ano passado também foi
expedido um pedido de prisão preventiva para Heredia, mas o mesmo magistrado o
rejeitou.
À emissora N, Espinoza disse que o
casal "sequer saiu da cidade de Lima nesses dias, nem o pretende fazer,
porque temos claro que o fundamental é debater com o procurador". Ele
disse também que o casal comparecerá à audiência.
Propina em 12 países
Em acordo de leniência firmado com
o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, derivado das investigações da
Lava Jato, a Odebrecht admitiu ter pago em propina US$ 788 milhões entre 2001 e
2016 e a Braskem, US$ 250 milhões entre 2006 e 2014, a funcionários do governo,
representantes desses funcionários e partidos políticos do Brasil e de outros
11 países. Para o órgão dos EUA, é o "maior caso de suborno internacional
na história".
A construtora brasileira pagou
propina para garantir contratos em mais de 100 projetos em Angola, Argentina,
Brasil, Colômbia, República Dominicana, Equador, Guatemala, México, Moçambique,
Panamá, Peru e Venezuela, segundo o Departamento de Justiça dos EUA.
Por G1

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