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Polícia
isola área onde o tunisiano Anis Amri foi morto
em Milão
(Foto: Daniele Bennati/AP Photo)
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O tunisiano suspeito de atacar uma
feira de Natal em Berlim, na Alemanha, foi morto a tiros em Milão, na Itália.
“Sem sombra de dúvida é Anis Amri”, afirmou o ministro do interior italiano,
Marco Minniti, em entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira (23). O
ministro disse que ele foi abordado pela polícia em um patrulhamento de rotina.
Dois policiais pararam Anis Amri,
de 24 anos, enquanto ele andava sozinho e pediram os seus documentos por volta
das 3h desta sexta, em Sesto San Giovanni. Porém, o jovem tirou uma arma de sua
mochila e atingiu um policial no ombro. O outro reagiu reagiu, matando-o.
Investigações apontam que Amri
estava na direção do caminhão que atropelou uma multidão na noite de
segunda-feira (19), no centro da capital alemã. Doze pessoas morreram e 48
ficaram feridas no atentado, que foi reivindicado pelo Estado Islâmico.
O tunisiano chegou à Itália após
ter passado pela França, segundo a agência italiana Ansa. Ele passou por Turim
e, em seguida, pegou um trem para Milão, onde chegou por volta de 1h desta
sexta. Ele deixou a Estação Central e seguiu para Sesto San Giovanni, onde foi
abordado pelos policiais.
O tunisiano foi identificado após
análise das impressões digitais. Segundo a Reuteurs, o Estado Islâmico
reconheceu a morte do suspeito, em comunicado divulgado pela Amaq, que é uma
agência ligada à organização. A Alemanha ainda aguarda a confirmação formal da
Itália sobre a morte do suspeito. A chanceler alemã, Angela Merkel, tem uma
coletiva prevista para esta tarde (no horário de Brasília).
Policial ferido
O policial ferido por Amri,
Christian Movio, tem 36 anos e segue internado. Ele deve ser operado, mas seu
estado de saúde é bom, segundo a agência Ansa. Pouco tempo depois da entrevista
com o primeiro-ministro italiano, que divulgou os nomes dos policiais
envolvidos na operação, Luca Scatà, que matou o terrorista, começou a ser
homenageado pela internet. Internautas criaram páginas como "Obrigada Luca
Scatà, herói nacional" ou "Luca Scatà é meu herói".
O chefe da polícia de Milão,
Antonio De Iesu, afirmou que a corporação não sabia que o suspeito estava na
região. "Não tínhamos nenhuma informação de que ele poderia estar em
Milão. Eles [os policiais] não sabiam que poderia ser o suspeito. Se soubessem,
eles teriam sido muito mais cautelosos", disse, segundo a Reuteurs.
Investigação
A polícia começou a procurar Amri
depois que uma autorização de residência provisória foi encontrada sob o banco
do caminhão que invadiu a feira natalina, na noite de segunda-feira (19). Doze
pessoas morreram e 48 ficaram feridas no ataque, que foi reivindicado pelo
Estado Islâmico. Na quinta-feira (23), a polícia informou ter encontrado
digitais de Anis Amri na porta e no volante do veículo.
A Associated Press afirmou que o
tunisiano estava sob investigação desde 14 de março, por ser considerado uma
ameaça - ele estaria tentando comprar armas automáticas para usar no ataque.
Amri já havia sido acusado de envolvimento com tráfico de drogas e de
participar de uma briga em um bar. Mas como não havia provas, a vigilância foi
suspensa em setembro.
Ele já havia sido preso em agosto,
no sul da Alemanha, quando viajava para a Itália, por portar documentos
falsificados, segundo a CNN. Na ocasião, ele foi liberado por um juiz.
De acordo com o jornal
"Süddeutsche Zeitung", o tunisiano esteve em contato com a rede de um
importante ideólogo islâmico conhecido como Abu Walaa, recentemente preso por
provável ligação com o Estado Islâmico.
Tunisiano suspeito de atentado em
Berlim é morto em Milão, dizem agências de notícias
Mesquita
Anis Amri foi fotografado em uma
mesquita horas depois do atentado. Segundo a polícia, ele dirigia o caminhão
que atropelou uma multidão, deixando 12 mortos e 48 feridos, na noite de
segunda-feira (19). Ele estava desaparecido.
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Tunisiano
suspeito é fotografado em mesquita após ataque
em Berlim
(Foto: Reprodução/TV Globo)
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As fotos, divulgadas pelo jornal
alemão “Bild”, mostram Anis Amri com um casaco de frio e um gorro na entrada de
uma mesquita em um tradicional bairro operário de Moabit, no centro de Berlim.
As imagens mostram o tunisiano em imagens capturadas em de 14 e 15 de dezembro
e depois na segunda-feira à noite.
Essa mesquita é conhecida, segundo
o Serviço Secreto Alemão, pela ligação dos seus organizadores com o Estado
Islâmico. Polícia alemã tinha câmera na saída da mesquita, segundo informações
do Jornal da Globo. O “Bild” afirma que a polícia chegou a essa conclusão após
escutas telefônicas.
Intensificação
das buscas
Na quinta, policiais fizeram
operações de busca em Berlim e na cidade de Dortmund. A caçada internacional ao
principal suspeito no ataque gerou questionamentos e a ira da opinião pública
na Alemanha, segundo a Deutsche Welle. Muitas pessoas se perguntam como foi
possível Anis Amri evitar a prisão e a deportação, embora estivesse no radar
das agências de segurança da Alemanha.
A Alemanha anunciou, na quarta,
que oferece uma recompensa de até 100 mil euros (equivalente a cerca de R$ 350
mil), para quem tiver pistas sobre o suspeito.
Logo depois do atentado, a polícia
prendeu um paquistanês, que foi considerado suspeito por deixar o local do
atentado correndo. Ele foi preso depois que um civil alemão o perseguiu e
avisou a polícia. No dia seguinte, ele foi liberado por falta de provas. Um
segundo, que não chegou a ter a identidade divulgada, também foi detido e
liberado em seguida.
Polícia alemã continua a caçada ao
terrorista islâmico que atacou em Berlim
Vídeo
Um vídeo obtido com exclusividade
pela agência de notícias Reuters mostra o momento em que o caminhão invadiu a
feira natalina. O vídeo foi registrado por um taxista que estava perto da praça
Breitscheid.
Anis A. em imagem divulada pela
agência de investigação federal alemã (Foto: BKA/Reuters)
Por G1


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