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O
ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB), preso na
Operação Lava Jato em novembro
(Frame/Folhapress)
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Além do
ex-governador, dois ex-secretários também foram denunciados. Eles são acusados
de ter autorizado ilegalmente o funcionamento de uma siderúrgica
O Ministério
Público do Estado do Rio de Janeiro denunciou nesta terça-feira o ex-governador
do Rio Sérgio Cabral (PMDB) e dois ex-secretários por improbidade
administrativa. Eles são acusados de autorizar ilegalmente, em dezembro de
2010, o funcionamento do Alto Forno 2 da ThyssenKrupp Companhia Siderúrgica do
Atlântico (TKCSA), em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio. O peemedebista está
preso atualmente, mas por causa de outro processo.
O MP alega
que os ex-secretários estaduais Arthur Bastos (Casa Civil) e Marilene Ramos
(Meio Ambiente) autorizaram o funcionamento da empresa mesmo sem ela ter
preenchido os requisitos necessários para a obtenção da licença de operação. O
caso ocorreu após a companhia ter recebido incentivos fiscais do governo
estadual para se instalar na região.
A ação civil
pública foi ajuizada pelo Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente
(Gaema) e incluiu também a empresa. O MP afirma que a “decisão foi tomada pelo
ex-governador Sérgio Cabral com a participação dos seus secretários, em menos
de 24 horas, contra o entendimento técnico do órgão ambiental”.
Segundo o
Gaema, o Instituto Estadual do Ambiente já havia recusado o funcionamento do
Alto Forno 2 em função de irregularidades. Uma das principais foi o caso da
chamada “chuva de prata”, acidente ocorrido em agosto de 2010, quando uma falha
de projeto na TKCSA resultou na emissão de um pó de cor prateada, que, de
acordo com a ação, afetou a vida e a saúde de moradores.
Após esse
primeiro incidente, Cabral teria afirmado que a empresa “tomou as previdências
necessárias” para que ele não se repetisse, segundo a denúncia. Mas, dez dias
após a autorização para o Alto Forno 2, outro episódio de “chuva de prata” foi
registrado. O MP pede a condenação dos réus por atos de improbidade
administrativa, com sanções que vão desde a suspensão dos direitos políticos
por até oito anos até o pagamento de multa de até duas vezes o valor do dano.
A TKCSA
também pode ser proibida de contratar com o poder público ou receber benefícios
ou incentivos fiscais por até cinco anos. A promotoria pede, ainda, a
condenação dos réus para que reparem os danos causados ao ambiente e à saúde da
população, mediante elaboração de estudos e pagamento de indenizações aos
moradores de Santa Cruz e áreas afetadas.
A empresa
informou que não foi notificada e, por isso, não pode comentar o assunto. No
entanto, diz em nota que conduziu seu processo de licenciamento de operação
dentro de todos os parâmetros legais e com acompanhamento das autoridades
ambientais.
Os advogados
de Cabral não responderam às ligações da reportagem. A ex-secretária do Meio
Ambiente Marilene Ramos informou, em nota, que a decisão de autorizar o funcionamento
do Alto Forno 2 “foi precedida de
pareceres jurídico e técnico”. Bastos, ex-secretário da Casa Civil não foi
localizado para comentar a decisão.
(Com Estadão
Conteúdo)

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