Medida Provisória editada por
Temer em setembro foi aprovada pela Câmara na semana passada e agora está em
análise no Senado.
O procurador-geral da República,
Rodrigo Janot, enviou parecer ao Supremo Tribunal Federal no qual afirma que a
medida provisória que estabelece uma reforma no ensino médio é
inconstitucional.
O G1 buscava contato com a
assessoria do Ministério da Educação até a última atualização desta reportagem.
Especial G1: A reforma no ensino
médio
A MP foi editada pelo presidente
Michel Temer em setembro deste ano e, após ser publicada no "Diário
Oficial da União", passou a ter força de lei. Para se tornar definitiva,
porém, a medida deve ser aprovada pelo Congresso Nacional no prazo de quatro
meses.
O texto da MP do ensino médio foi
aprovado na semana passada pela Câmara e agora está em análise no Senado. Ao
votar a medida proposta pelo governo Temer, os deputados aprovaram tornar
obrigatórios os estudos de filosofia e sociologia no ensino médio.
Ao opinar sobre uma ação movida pelo
PSOL, na qual o partido pede a suspensão da MP, Janot disse que uma medida
provisória, com rito abreviado, não é o instrumento adequado para reformas em
políticas públicas.
Reforma do ensino médio não deve
ser feita 'na caneta', dizem especialistas
Segundo nota divulgada pelo site
da PGR, Rodrigo Janot afirmou no parecer que "há flagrante inobservância
dos pressupostos de edição de medida provisória", entre os quais como
urgência e pressuposto de provisoriedade dos efeitos jurídicos.
Além disso, Rodrigo Janot apontou
que a discussão sobre a reforma curricular é complexa e precisa de participação
democrática, não podendo ser feita de forma abrupta.
"O PGR [Janot] destacou [no
parecer ao STF] que a discussão da Base Nacional Comum Curricular é complexa e vem
sendo feita de maneira participativa há anos, como deve ser, pois não se pode
admitir que projeto dessa magnitude e relevância seja precipitado. De acordo
com ele, o próprio Ministério da Educação (MEC) demonstra em seu site a
complexidade do projeto e a necessidade de participação democrática e
amadurecimento", diz a nota divulgada pela Procuradoria Geral da
República.
TV Globo, Brasília

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