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Defensoria
Pública deixou lista de exigências para que atendimento
funcione na UPA com os itens básicos. (Foto: Divulgação/Defensoria Pública)
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Unidade funciona sem
equipamentos e insumos básicos.
A UPA de Araruama, na Região
dos Lagos do Rio, foi alvo de fiscalização da Defensoria Pública do Estado do
Rio de Janeiro na noite desta quinta-feira (22). Para a surpresa dos fiscais, a
unidade, que restringiu o atendimento a casos de emergência, não tinha insumos
e nem equipamentos minimamente necessários para manter a vida dos pacientes.
Ainda segundo a fiscalização, somente nesta quinta, cinco pessoas morreram no
local. Medidas urgentes foram tomadas, como a transferência de pacientes e a
exigência da compra de dezenas de itens listados pela Defensoria para que a
Secretaria de Saúde regularize a situação.
"Morreram cinco hoje, e isso
é grave! Isso não é uma UPA aberta mesmo. As pessoas que estavam entrando aqui,
que são em caráter de emergência, não tinham condições de serem atendidas. Nem
a ala vermelha está prestando, e apenas um médico. A médica da nossa equipe de
fiscalização teve que ajudar a entubar um paciente", se indigna a
coordenadora de Saúde e Tutela Coletiva da Defensoria Pública, Thaisa
Guerreiro.
Ainda segundo a defensoria, quando
a fiscalização chegou, não havia acolhimento médico e nem situação de risco.
Nenhum antibiótico foi encontrado na unidade e até luvas, de acordo com
os agentes, só apareceram depois da entrada dos fiscais. Uma das médicas da
defensoria precisou interromper o trabalho de fiscalização para ajudar o único medido
da unidade a entubar um paciente, com fome relatou a defensora à reportagem do G1.
"Entramos em contato com o
estado e pedimos a transferência de pacientes. Dois, em situação mais grave, já
foram transferidos e acredito que outros sete também consigam ser transferidos
ao longo dessa noite", disse Thaisa.
Sem pedido de regulação
A Defensoria Pública afirma que há pacientes no local esperando transferência há mais de 20 dias, mas sequer foi feito o pedido à Central de Regulação do Estado, o que torna a situação ainda mais grave.
A Defensoria Pública afirma que há pacientes no local esperando transferência há mais de 20 dias, mas sequer foi feito o pedido à Central de Regulação do Estado, o que torna a situação ainda mais grave.
"Algumas sequer tinham sido
reguladas, sequer foi pedido para tirar esses pacientes daqui. Sequer pediram
auxílio", desabafou Thaisa.
A Coordenadoria de Saúde e Tutela
Coletiva fez uma listagem de insumos básicos que precisam ser adquiridos para a
situação ser regularizada imediatamente.
A defensora Thaisa Guerreiro explicou ainda que Araruama recebeu do Fundo Nacional de Saúde, este ano, cerca de R$ 20 milhões para manter a UPA e o hospital municipal em funcionamento.
A defensora Thaisa Guerreiro explicou ainda que Araruama recebeu do Fundo Nacional de Saúde, este ano, cerca de R$ 20 milhões para manter a UPA e o hospital municipal em funcionamento.
A Secretaria de Saúde de Araruama
emitu nota afirmando a dificuldade enfrentada pelo município.
"A Secretaria Municipal de Saúde esclarece que lamentavelmente, tem ficado cada vez mais difícil manter a UPA 24h em pleno funcionamento, diante do déficit milionário do governo estadual com o município, cerca de 12 milhões de reais e mais de um ano sem repasses. O município além de manter a unidade aberta à população com recursos próprios, também ressalta que investiu nestes últimos dois anos mais do que os 15% obrigatórios por lei, e que ainda sofre com a entrada constante de acidentados da CCR ViaLagos, que tem a UPA 24H de Araruama como referência de atendimento", concluiu a nota.
"A Secretaria Municipal de Saúde esclarece que lamentavelmente, tem ficado cada vez mais difícil manter a UPA 24h em pleno funcionamento, diante do déficit milionário do governo estadual com o município, cerca de 12 milhões de reais e mais de um ano sem repasses. O município além de manter a unidade aberta à população com recursos próprios, também ressalta que investiu nestes últimos dois anos mais do que os 15% obrigatórios por lei, e que ainda sofre com a entrada constante de acidentados da CCR ViaLagos, que tem a UPA 24H de Araruama como referência de atendimento", concluiu a nota.
Do G1 Região dos Lagos

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