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O presidente
Michel Temer durante cerimônia de Lançamento
do Programa
de Renovação de Frota de Ônibus do Sistema de
Transporte
Público do Brasil, no Palácio do Planalto
- 13/12/2016 (Adriano Machado)
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De acordo com a 'Folha', o pedido
foi feito durante jantar no Palácio do Jaburu, assim como tinha delatado o
ex-executivo, Cláudio Melo Filho.
Marcelo Odebrecht, ex-presidente
da construtora que leva seu nome, confirmou em sua delação a versão do
ex-executivo da empreiteira Cláudio Melo Filho sobre pagamento de 10 milhões de
reais a pedido do presidente Michel Temer (PMDB), reporta a Folha de S.
Paulo em sua edição desta quarta-feira.
Ainda de acordo com o jornal,
Marcelo Odebrecht prestou novo depoimento nesta segunda e terça-feira em
Curitiba. O ex-presidente da Odebrecht confirmou o episódio do jantar no
Palácio do Jaburu, em maio de 2014, com a presença do então vice-presidente Temer
e de Eliseu Padilha. Neste evento, segundo os delatores, foi acertado o
pagamento de 10 milhões de reais para a campanha peemedebista.
De acordo com Melo Filho, a
entrega do dinheiro saiu do caixa 2 da empresa e foi repassada a Padilha.
Marcelo Odebrecht não deu detalhes sobre os trâmites do caminho do dinheiro. O
ex-executivo da Odebrecht delatou que o hoje ministro da Casa Civil pediu que
parte dos recursos fosse entregue no escritório de José Yunes, assessor e amigo
de Temer, em São Paulo. O patriarca da empresa, Emílio Odebrecht, também
iniciou seu depoimento no acordo de delação premiada e foi à sede da
Procuradoria-Geral da República em Brasília na terça-feira, segundo o jornal.
Preocupação do Planalto — O
Também nesta quarta-feira, o jornal o Estado de S. Paulo noticia
que o Palácio do Planalto está preocupado com o fato de Melo Filho ter dito à
Lava Jato possuir elementos de prova, como ligações telefônicas, sobre suposto
pedido de dinheiro por Temer. Melo Filho, ex-diretor de Relações Institucionais
da Odebrecht, citou recursos repassados a diversos líderes peemedebistas em sua
delação, de acordo com vazamentos do conteúdo.
VEJA teve acesso à íntegra dos
anexos de Claudio Melo Filho, que se tornou delator do petrolão depois de
trabalhar por doze anos como diretor de Relações Institucionais da Odebrecht.
Em 82 páginas, ele conta como a maior empreiteira do país comprou, com propinas
milionárias, integrantes da cúpula dos poderes Executivo e Legislativo. O
relato atinge o presidente Temer, que pediu 10 milhões de reais a Marcelo
Odebrecht em 2014. Segundo o delator, esse valor foi pago, em dinheiro vivo.
A revista também publica a lista
dos que, segundo Melo Filho, receberam propina da empreiteira. São deputados,
senadores, ministros, ex-ministros e assessores da ex-presidente Dilma
Rousseff. A clientela é suprapartidária. Para provar o que disse, o
delator apresentou e-mail, planilhas e extratos telefônicos. Uma das mensagens
mostra Marcelo Odebrecht, o dono da empresa, combinando pagamentos a políticos
importantes. Eles estão identificados por valores e apelidos como “Justiça”,
“Boca Mole”, “Caju”, “Índio”, “Caranguejo” e “Botafogo”.
Temer, Padilha e Yunes negam ter
praticado qualquer tipo de irregularidade e a empreiteira não se manifesta
sobre o teor dos acordos.
Veja.com

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