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Chanceler
venezuelana diz ter sido agredida em Buenos Aires
e culpa Macri (Foto: EITAN ABRAMOVICH/AFP)
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Em entrevista à imprensa com o
braço imobilizado, a ministra venezuelana relatou que a agrediram em 'termos
muito extremos'.
A ministra das Relações Exteriores
da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou na quarta-feira (14), em Buenos Aires,
que foi agredida por um policial em sua chegada à chancelaria argentina e por
um funcionário no interior do edifício, e garantiu que se trata de "uma
vingança pessoal" do presidente da Argentina, Mauricio Macri.
Esta afirmação faz referência a um
desencontro que houve entre o presidente Macri e Rodríguez na cúpula do
Mercosul organizada em dezembro de 2015 na capital do Paraguai.
Durante o evento em Assunção, que
foi a primeira reunião internacional de Macri como presidente, este pediu a
libertação de "presos políticos" venezuelanos, ao que a chanceler
venezuelana, que representava o presidente Nicolás Maduro na reunião, respondeu
acusando-lhe de ingerência e de ter uma "dupla moral".
Em entrevista à imprensa com o
braço imobilizado, a ministra venezuelana relatou que a agrediram em
"termos muito extremos" quando ela se postou em frente à polícia.
"Frente aos escudos levantei
as mãos e disse 'sou a chanceler da Venezuela' e nesse momento não me dei conta
e um policial me bateu da mesma forma que no resto da minha delegação",
contou Rodríguez, acrescentando que, quando tentou depois ingressar na sala
onde se encontravam reunidos os chanceleres de Brasil, Uruguai, Paraguai e
Argentina, um funcionário a pegou pelo braço e a "sacudiu".
Quando perguntada por sua possível
lesão, a ministra venezuelana explicou que foi um médico quem decidiu
imobilizá-la e, "nas próximas horas", quando "cumprir o
compromisso", tirará radiografias.
A ministra das Relações Exteriores
da Venezuela tentou participar do encontro dos chanceleres do bloco do Mercosul
ao qual não tinha sido convidada.
A Venezuela, que em 2012 aderiu
oficialmente ao grupo, foi afastada no início do mês do bloco regional por
supostamente não ter cumprido o Protocolo de Adesão, uma decisão que o governo
de Nicolás Maduro rejeitou por considerá-la "ilegal".
Por Agencia EFE

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