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Acordo de
leniência da Andrade Gutierrez revela fraudes
nas obras do Teleférico do Alemão
|
Odebrecht levou R$ 843 milhões
no total. Acordo de leniência revelou também que Wilson Carlos e Ícaro Moreno
Júnior participaram de esquema.
Um relatório divulgado pela
Controladoria Geral da União (CGU) informou que algumas obras de infraestrutura
realizadas no Conjunto de Favelas do Alemão, Zona Norte do Rio, por um
consórcio liderado pela Odebrecht teve superfaturamento de R$ 43 milhões. As informações
foram divulgadas pelo RJTV nesta segunda-feira (5) após a divulgação de
documentos obtidos em um o acordo
de leniência entre executivos da empresa Andrade Gutierrez e a
Justiça.
O consórcio Rio Melhor conseguiu a licitação para as obras de habitação, saúde, educação, esporte e transporte no Alemão. A Odebrecht levou R$ 843 milhões no total. De acordo com informações obtidas no acordo, houve uma combinação ilegal entre empreiteiras para escolher a vencedora da licitação para as obras do teleférico da comunidade.
O transporte está fechado desde outubro e com o teleférico parado cerca de nove mil pessoas são prejudicadas por dia. O governo do estado diz que não tem dinheiro para pagar a empresa que faz a manutenção e a operação do sistema.
Ainda de acordo com os documentos do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) houve condutas anticompetitivas em obras públicas de serviços de engenharia e urbanização de comunidades do Rio. Empresas se juntaram a administradores públicos para garantir a vitória nas licitações da obras, entre elas a construção do teleférico.
O Cade ouviu executivos da Andrade Gutierrez, que participaram da negociação da fraude e eles denunciaram como integrantes do esquema: Wilson Carlos, secretário de governo na gestão de Sérgio Cabral; e o presidente da Empresa de Obras Públicas (Emop), Ícaro Moreno Junior que está até hoje no cargo.
Com tudo previamente combinado, a Andrade Gutierrez ficou com as obras de Manguinhos e o consórcio liderado pela Odebrecht comandou as intervenções do Alemão.
Financiamento de campanha de Cabral
O relatório do Cade revela também, com base no que contaram os executivos da Andrade Gutierrez, que as empresas foram escolhidas para obras do teleférico porque fizeram doações de campanha para Sérgio Cabral.
A justificativa pra escolher o consórcio da Odebrecht no Conjunto de Favelas do Alemão foi uma exigência que só a construtora poderia cumprir: ter experiência anterior na construção de um teleférico. O quesito foi garantido pela empresa por ter um acordo de exclusividade com a Pomalgasky, empresa francesa que construiu o teleférico de Medelín, na Colômbia.
O consórcio Rio Melhor conseguiu a licitação para as obras de habitação, saúde, educação, esporte e transporte no Alemão. A Odebrecht levou R$ 843 milhões no total. De acordo com informações obtidas no acordo, houve uma combinação ilegal entre empreiteiras para escolher a vencedora da licitação para as obras do teleférico da comunidade.
O transporte está fechado desde outubro e com o teleférico parado cerca de nove mil pessoas são prejudicadas por dia. O governo do estado diz que não tem dinheiro para pagar a empresa que faz a manutenção e a operação do sistema.
Ainda de acordo com os documentos do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) houve condutas anticompetitivas em obras públicas de serviços de engenharia e urbanização de comunidades do Rio. Empresas se juntaram a administradores públicos para garantir a vitória nas licitações da obras, entre elas a construção do teleférico.
O Cade ouviu executivos da Andrade Gutierrez, que participaram da negociação da fraude e eles denunciaram como integrantes do esquema: Wilson Carlos, secretário de governo na gestão de Sérgio Cabral; e o presidente da Empresa de Obras Públicas (Emop), Ícaro Moreno Junior que está até hoje no cargo.
Com tudo previamente combinado, a Andrade Gutierrez ficou com as obras de Manguinhos e o consórcio liderado pela Odebrecht comandou as intervenções do Alemão.
Financiamento de campanha de Cabral
O relatório do Cade revela também, com base no que contaram os executivos da Andrade Gutierrez, que as empresas foram escolhidas para obras do teleférico porque fizeram doações de campanha para Sérgio Cabral.
A justificativa pra escolher o consórcio da Odebrecht no Conjunto de Favelas do Alemão foi uma exigência que só a construtora poderia cumprir: ter experiência anterior na construção de um teleférico. O quesito foi garantido pela empresa por ter um acordo de exclusividade com a Pomalgasky, empresa francesa que construiu o teleférico de Medelín, na Colômbia.
Multa
Se no fim do processo o Cade concluir que houve realmente fraude, as empresas podem ser multadas em até 20% de seu faturamento bruto. Os executivos e os gestores públicos também podem ter que pagar multa de R$ 50 mil a R$ 2 bilhões.
A Odebrecht afirmou que não se manifesta sobre negociação com a Justiça e disse que na quinta-feira (1º) já se desculpou com a sociedade pelos desvios de conduta nos negócios e se comprometeu publicamente a adotar práticas corretas.
A construtora Queiróz Galvão, também citada nos depoimentos, disse que não comenta investigações em andamento. Já a secretaria estadual de Obras afirmou que a licitação foi dentro da lei.
Se no fim do processo o Cade concluir que houve realmente fraude, as empresas podem ser multadas em até 20% de seu faturamento bruto. Os executivos e os gestores públicos também podem ter que pagar multa de R$ 50 mil a R$ 2 bilhões.
A Odebrecht afirmou que não se manifesta sobre negociação com a Justiça e disse que na quinta-feira (1º) já se desculpou com a sociedade pelos desvios de conduta nos negócios e se comprometeu publicamente a adotar práticas corretas.
A construtora Queiróz Galvão, também citada nos depoimentos, disse que não comenta investigações em andamento. Já a secretaria estadual de Obras afirmou que a licitação foi dentro da lei.
Por G1 Rio

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