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Ex-presidente
colombiano Álvaro Uribe, em imagem de arquivo,
afirmou que
governo não (Foto: AP)
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Proposta de mudança feita pela
oposição não foi ouvida pelo governo. Elegibilidade política de autores de crimes é um dos pontos polêmicos.
Os representantes da oposição ao
acordo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc)
rejeitaram na segunda-feira (21) o novo pacto alcançado com a guerrilha.
Defensores do "não" ao pacto solicitaram uma reunião com os
guerrilheiros, após um encontro de mais de seis horas com os representantes do
governo.
"Insistimos esta noite em um
acordo nacional para introduzir algumas modificações ao acordo ajustado entre o
governo e as Farc. O governo negou, esta noite, a possibilidade deste acordo
nacional sobre temas substanciais", declarou o ex-presidente Álvaro Uribe,
ferrenho opositor das negociações com o grupo rebelde.
O ex-presidente e atual senador se
reuniu, ao lado de outros líderes da campanha do "Não" ao primeiro
acordo alcançado com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc),
rejeitado em 2 de outubro em um plebiscito, com uma delegação do governo do
presidente Juan Manuel Santos, que apresentou o novo pacto alcançado com os
insurgentes em 12 de novembro.
Os opositores afirmaram que se
alguns de seus pedidos não forem incluídos no acordo, que o governo e as Farc
chamaram de definitivo e imodificável, o pacto "é apenas um retoque do
acordo rejeitado pelos cidadãos".
Entre os pedidos apresentados na
segunda ao novo acordo está o de não permitir a elegibilidade política de
autores de crimes graves enquanto cumprem suas penas, eliminar o narcotráfico
como conexo ao delito político e que o acordo não entre na Constituição, entre
outras solicitações.
"O governo nos disse que
estes temas não podem ser revisados", disse Uribe, que considera
"fundamental" a referendo da população ao acordo ou sobre "os
pontos citados de divergência". Tanto o governo como a guerrilha são
favoráveis à implementação do acordo por meio Congresso, que tem maioria
governista.
"Temos toda a disposição de
dialogar com o governo e as Farc sobre as modificações nos temas citados. Para
este diálogo propomos aproveitar a presença em Bogotá dos líderes das
Farc", afirmou o ex-presidente.
Os dirigentes da guerrilha
chegaram à Colômbia,
procedentes de Cuba, sede
das negociações desde 2012, para preparar a cerimônia de assinatura da paz, que
ainda não tem data definida.
O coordenador da equipe de
negociação do governo, Humberto de la Calle, que participou na reunião, fez um
apelo de urgência para implementar o novo acordo pela "fragilidade"
do cessar-fogo bilateral vigente desde agosto.
Ele propôs um rascunho de um
acordo nacional para a implementação do que foi acordado com o grupo
insurgente, o principal e mais antigo do país, para superar um conflito armado
de meio século.
De la Calle destacou que o novo
acordo foi resultado de dias inteiros de renegociação com a guerrilha, após a
derrota no plebiscito.
"O resultado foi um novo
acordo com mudanças, ajustes e precisões em praticamente todos os temas",
afirmou De la Calle.
Segundo o governo, o pacto inclui
alterações em 56 dos 57 pontos questionados pela oposição.
Da France Presse

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