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O ASSESSOR -
Braço-direito do ex-ministro Antonio Palocci,
o sociólogo
Branislav Kontic desempenhou papel central na
gestão Marta Suplicy na prefeitura de São
Paulo
(Reprodução/VEJA)
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'Não há prova idônea de que ele
esteja extremamente debilitado por motivo de doença grave', assinalou o juiz
O juiz Sergio Moro negou o pedido
da defesa do ex-assessor de Palocci, Branislav Kontic, para ser transferido
para a prisão domiciliar após ele ter tentado suicídio na carceragem da Polícia
Federal, em Curitiba, no dia 1 de outubro. O magistrado entendeu que Brani,
como é conhecido, não se enquadra nas situações que permitem o regime
domiciliar, pois “não se encontra ‘extremamente debilitado por motivo de doença
grave'”, assinalou Moro.
A decisão foi tomada ontem e
tornada pública nesta terça-feira pelo juiz, que analisou os relatórios médico
e psicológico juntados pela defesa de Brani e que afirmam que o investigado
toma medicamento para tratar de depressão e ansiedade e que também faz terapia
há 12 anos. Para os advogados de Brani, o investigado apresenta “grave quadro
patológico ansioso e depressivo”.
“A situação de saúde do investigado de fato
demanda cuidados, porém, não há prova idônea de que ele esteja extremamente
debilitado por motivo de doença grave”, segue Moro em sua decisão, ponderando
que poderão ser autorizadas “saídas provisórias” de Brani para hospitais
privados.
Para o juiz da Lava Jato, “o
Complexo Médico Penal é local adequado para a situação do custodiado, eis que
lá ele dispõe de acesso a medicamentos e tratamento médico, se necessário”. A
decisão vai ao encontro do posicionamento da força-tarefa da Lava Jato, que
também defendeu a manutenção da prisão de Brani.
Além da situação de saúde, Moro
ressaltou ainda que o investigado teve um habeas corpus negado pelo
desembargador Márcio Antônio Rocha, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região e
que, por isso, os “pressupostos e fundamentos da prisão preventiva permanecem
hígidos”, aponta o magistrado.
Prisão
Brani foi preso em regime
temporário no dia 26 de setembro com o ex-ministro Antonio Palocci (Fazenda e
Casa Civil/Governos Lula e Dilma), ambos alvos da Operação Omertà –
desdobramento da Lava Jato sobre propina de R$ 128 milhões da empreiteira
Odebrecht, parte supostamente destinada ao PT e para cobrir despesas da
campanha presidencial que elegeu Dilma pela primeira vez, em 2010.
Na sexta-feira, 30 de setembro, o
juiz Moro converteu em preventiva a prisão temporária de Palocci e de Brani, ou
seja, ambos ficarão presos por tempo indeterminado. No dia seguinte, Brani
ingeriu dezenas de comprimidos e teve de ser levado a um hospital de Curitiba,
onde foi medicado.
O ex-assessor de Palocci é
apontado pelas investigações da Lava Jato como um dos responsáveis por ter
auxiliado o ex-ministro em seu contato com a Odebrecht para favorecer a
empreiteira no governo federal em troca de propinas.
Defesa
“A situação poderia ser encarada
pelo Estado com um pouco mais de humanitarismo, tendo em vista se tratar de um
quadro comprovado por documentos médicos”, afirmou o criminalista José Roberto
Batochio, que defende Brani.
(Com Estadão Conteúdo)

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