Ação apura
suposta maquiagem de dados do banco durante CPI. Assessoria diz que acusações a
senador são 'absurdas e descabidas'.
O inquérito
se baseia na delação premiada do senador cassado Delcídio do Amaral (MS).
Segundo Delcídio, os dados fornecidos pelo extinto Banco Rural à CPI dos
Correios atingiriam o senador Aécio Neves "em cheio" se não tivessem
sido "maquiados" pela instituição financeira.
De acordo
com a assessoria do senador Aécio Neves, "as citações [de Delcídio] são
absurdas e totalmente descabidas, o que restará comprovado ao final das
investigações que contam com todo o
apoio do PSDB".
Delcídio diz
em delação que Aécio foi beneficiário de corrupção em Furnas
Na mesma
decisão, Gilmar Mendes autorizou, ainda, que sejam utilizadas informações
bancárias entregues pelo banco Rural à CPI. O ministro pediu também que o Banco
Central envie documentos que possam ajudar a esclarecer o episódio.
Além disso,
o ministro do STF autorizou nova coleta de provas, atendendo a um pedido da
Procuradoria Geral da República.
Gilmar
Mendes também autorizou que a Polícia Federal analise vídeos sobre a suposta
retirada de documentos da comissão.
O inquérito
O inquérito
se baseia na delação premiada do senador cassado Delcídio do Amaral (MS).
Segundo Delcídio, os dados fornecidos pelo extinto Banco Rural à CPI dos
Correios atingiriam o senador Aécio Neves "em cheio" se não tivessem
sido "maquiados" pela instituição financeira.
Em seu
depoimento, Delcídio disse que, quando a CPI dos Correios autorizou a quebra de
sigilo de pessoas e empresas, entre elas o Banco Rural, surgiu "certo
incômodo" por parte do PSDB, incluindo o então governador Aécio Neves.
Ainda
segundo Delcídio, Aécio enviou emissários à CPI para que o prazo de entrega das
quebras de sigilo fosse "delongado", sob a justificativa de que não
haveria tempo hábil para preparar as respostas à comissão.
Conforme o
senador cassado, essa "maquiagem" teria consistido em apagar informações
"comprometedoras" que envolviam Aécio Neves.
Á época da
veiculação do conteúdo da delação premiada de Delcídio do Amaral, a assessoria
de Aécio divulgou uma nota à imprensa na qual afirmou que as citações ao nome
dele eram "mentirosas" e "que não se sustentam na realidade e se
referem apenas a 'ouvir dizer' de terceiros."
Da TV Globo, em Brasília

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