![]() |
| Cenas de violência no Maracanã (Foto: reprodução) |
Grupo de 30
adultos e um menor é suspeito de atacar PMs, diz TJ-RJ. Estavam detidos desde
domingo aguardando audiência de custódia.
A Justiça do
Rio converteu em preventiva a prisão em flagrante de 30 torcedores do
Corinthians após audiência na manhã da terça-feira (25). Um deles, que é menor,
teve audiência à parte.
O grupo tinha
sido preso em flagrante após confusão no Maracanã no último domingo. A decisão
é da juíza Marcela Assad Caram Januthe Tavares, coordenadora da Central de
Audiências de Custódia do Tribunal de Justiça do Estado do Rio, que determinou
que o grupo fique numa penitenciária de ala neutra, separada de outros presos.
Uma confusão
envolvendo torcedores e policiais militares marcou a reabertura do Maracanã
após dez meses de reforma. Após a partida entre o Flamengo e o Corinthians, os
policiais levaram 64 torcedores do time paulista para a delegacia. Uma
audiência de custódia nesta terça (25) decidiu o futuro de 30 pessoas autuadas
em flagrante. O grupo de 30 torcedores foi ouvido no Fórum Central do Rio.
Em sua decisão,
a magistrada destacou que a prisão preventiva se revelou "imperiosa e
necessária", já que os presos são de outro estado, "o que poderia
colocar em risco a instrução criminal". Segundo o auto de prisão em
flagrante, os acusados foram identificados pelos PMs como autores da agressão e
também responsáveis por dano ao patrimônio, como deterioração do espaço
público.
“Os fatos foram
cometidos mediante o emprego de desmedida violência contra policiais que faziam
a segurança do estádio, prestando, portanto, relevantíssimo serviço público,
garantindo a integridade física e a incolumidade de todos os que ali estavam no
intuito de se divertir”, destacou a juíza.
Grupo "se uniu covardemente", diz
juíza
Ela acrescentou
ainda que “se não unidos previamente com o intuito de cometimento de crimes nas
dependências do estádio Mário Filho, os custodiados, no momento exato das
agressões, uniram-se covardemente contra os agentes da Lei e da ordem.
Impossível o Estado chancelar a violência que vem imperando nos ambientes
esportivos e afastando a torcida familiar dos estádios”, ressaltou Marcela
Caram.
Quinze dos
presos relataram terem sido agredidos pelos policiais, durante a detenção no
estádio. A juíza disse que vai solicitar
à Secretaria estadual de Administração Penitenciária que o grupo fique em
unidade penitenciária, numa ala neutra, separado dos demais presos.
Os corinthianos
foram mantidos no estádio até que a polícia examinasse as imagens das câmeras
que filmaram uma confusão no domingo. Duas horas depois, 64 torcedores foram
levados para a Cidade da Polícia, no Jacarezinho.
Trinta e um
torcedores foram autuados em flagrante por lesão corporal, dano qualificado,
resistência qualificada, associação criminosa e por promover tumulto em eventos
esportivos. A decisão da prisão preventiva decretada pela juíza, porém,
contempla só 30.
Rafael Faria, o
advogado de um dos torcedores, disse ao G1 que vai entrar com um habeas corpus
para conseguir a soltura de seu cliente, e que vai pedir a extensão dos
benefícios a todos os outros torcedores. "Vamos pedir isso uma vez que a
conduta dos torcedores não foi individualizada na decisão judicial", disse
o advogado.
Ele criticou a decisão
da justiça e a atuação da PM. Segundo ele, os torcedores do Corinthians foram
espancados após o jogo pela Polícia Militar. "A polícia militar prendeu
com base em características físicas (careca, gordo e tatuado, barba) e a
decisão da justiça chancelou isso", disse o representante de um dos
torcedores.
Do G1 Rio

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!