Em acordo de leniência com a
Operação Lava Jato, a matemática e ex-executiva da Carioca Engenharia Tania
Fontenelle afirmou que a empresa adquiriu cabeças de gado superfaturadas da
empresa Agrobilara Comércio e Participações Ltda., do ministro do Esporte Leonardo
Picciani.
O objetivo seria gerar dinheiro em
espécie que abasteceria o caixa dois da empreiteira. A informação foi revelada
pelo jornal "O Estado de S. Paulo".
Fontenelle, que afirma ter
trabalhado para a Carioca de 2007 até 2015, afirmou no depoimento que
"recebia solicitações de acionistas e diretores da Carioca Engenharia para
providenciar dinheiro em espécie e assim procedia". Segundo ela, para
conseguir as quantias, eram "de outras empresas prestadoras de serviços,
celebrando contratos simulados", que envolveriam superfaturamento de
serviços prestados.
Entre eles estaria a compra de
cabeças de gado da empresa Agrobilara, pertencente à família Picciani. Além do
ministro, são controladores da companhia também Jorge Picciani, presidente da
Assembleia Legislativa do Rio, e Rafael Picciani, deputado estadual.
Segundo a matemática, as empresas
ficariam com o preço referente ao serviço de fato prestado e com uma
"comissão" de 25% a 30% do valor do contrato. O restante seria
devolvido em espécie para a executiva, que então repassaria a quantia para os
diretores e acionistas. As declarações foram dadas em 19 de abril deste ano.
Apontada como uma das empreiteiras
que pagou propina no exterior para o presidente da Câmara, Eduardo Cunha
(PMDB-RJ), a Carioca Engenharia fechou um acordo de leniência com o Ministério
Público Federal e pagará R$ 100 milhões de reparação pelos atos de corrupção.
A reportagem não conseguiu
localizar o ministro Leonardo Picciani até as 22h. Com informações da
Folhapress.

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