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Fumaça é
vista em Mossul durante confronto de forças iraquianas
com Estado Islâmico (Foto: Azad
Lashkari/Reuters)
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Advertência foi feita pelo
comissário europeu de Segurança, Julian King. Mesmo em pequeno número a presença de extremistas seria ameaça séria.
O comissário europeu de Segurança,
Julian King, advertiu contra um fluxo de extremistas do grupo Estado Islâmico (EI) na Europa se
a organização perder o reduto de Mossul após a ofensiva das forças iraquianas,
segundo a France Presse.
"A recuperação do reduto do
EI no norte do Iraque, Mossul, pode fazer com que os combatentes do grupo EI
preparados para combater retornem para a Europa. Mesmo um pequeno número [de
extremistas] representa uma ameaça séria, diante da qual devemos estar
preparados", declarou o britânico em uma entrevista ao jornal alemão Die
Welt.
As forças iraquianas iniciaram
entre a noite de domingo (16) e a madrugada de segunda-feira (17) uma grande
ofensiva para reconquistar a segunda maior cidade do Iraque, último grande reduto do grupo
jihadista no país.
A batalha deve ser longa e difícil
e deve durar várias semanas. A Organização das Nações Unidas (ONU) teme um desastre humanitário para
1,5 milhão de habitantes que ainda permanecem em Mossul.
O Alto Comissariado da Organização
das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) estima que 100 mil iraquianos podem
se deslocar para Síria e Turquia para fugir do ataque militar do governo do
Iraque contra o Estado Islâmico.
Forças do governo do Iraque, com
apoio aéreo e terrestre da coalizão liderada pelos Estados Unidos, iniciaram
uma ofensiva entre a noite de domingo (16) a esta segunda para expulsar o
Estado Islâmico da cidade de Mossul da cidade que é o último grande reduto dos
militantes no país.
Reunião
França e Iraque organizarão na próxima quinta-feira, em Paris, uma reunião ministerial com cerca de 20 países para preparar o futuro político de Mossul depois da ofensiva, anunciou nesta terça-feira o chefe da diplomacia francesa, Jean Marc Ayrault.
França e Iraque organizarão na próxima quinta-feira, em Paris, uma reunião ministerial com cerca de 20 países para preparar o futuro político de Mossul depois da ofensiva, anunciou nesta terça-feira o chefe da diplomacia francesa, Jean Marc Ayrault.
Ele disse ainda que o Irã, país
muito influente no conflito iraquiano, não foi convidado a participar na
ofensiva.
Ofensiva estratégica
Foi a partir de Mossul, que é o líder Abu Bakr al-Baghdadi declarou um califado, um estado regido de acordo com a lei islâmica, no território controlado pelo grupo no Iraque e na Síria.
Foi a partir de Mossul, que é o líder Abu Bakr al-Baghdadi declarou um califado, um estado regido de acordo com a lei islâmica, no território controlado pelo grupo no Iraque e na Síria.
Mossul caiu com relativa
facilidade sob controle dos extremistas em junho de 2014, em parte pela
profunda desconfiança da população local a respeito das forças de segurança
iraquianas, dominadas pelos xiitas. O Estado Islâmico, também conhecido como
Daesh ou ISIS, foi criado a partir de radicais do braço iraquiano da Al-Qaeda.
A região de Mossul, no norte do
país, é rica em poços de petróleo e a venda do produto se tornou uma importante
fonte de rendas para o grupo terrorista. A cidade também fica perto da
fronteira com a Turquia, uma posição estratégica para a dinâmica de comércio
local. Os turcos são acusados de comprar petróleo dos jihadistas, o que eles
negam veementemente.
Além da questão simbólica, a perda
de Mossul contribuirá para enfraquecer ainda mais os jihadistas economicamente.
Do G1, em São Paulo

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