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VOTOS NULO –
Na cidade do Rio de Janeiro, 46,93% dos eleitores
não votaram
neste segundo turno (Nelson Junior/VEJA/Dedoc)
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Número de votos brancos, nulos e
abstenções deixa claro que o eleitor se desencantou. No Rio, não-voto superou
eleitores de Freixo
No Rio de Janeiro, o candidato do
Psol, Marcelo Freixo, obteve menos votos do que a soma de brancos, nulos e
abstenções: 40,6% ante 46,93%. Em Fortaleza, os eleitores que não optaram por
nenhum dos dois candidatos poderiam também ter alterado o resultado da
disputa: o atual prefeito, Roberto Cláudio (PDT), foi reeleito com 53,57%
dos votos, contra 46,43% do deputado estadual Capitão Wagner (PR) – uma
diferença de 90.396 dos votos. Já brancos (26.453) e nulos (83.991) somaram
110.444 votos. Em Cuiabá (MT), o número também chamou atenção: 41,03% dos
eleitores não votaram. O quadro se repetiu pelo país, fazendo desta a eleição com
número recorde de votos nulos, em branco e abstenções. Em 2016, o eleitor
deixou clara como nunca sua insatisfação com a classe política.
Ao todo, 21,55% dos eleitores se
abstiveram em todo o país, segundo o Tribunal Superior Eleitoral
(TSE), uma
alta de 2 pontos porcentuais em relação a 2012. Em todo o país, 25,8
milhões de eleitores (78,45%) compareceram às urnas, de um total de 32,9
milhões que estavam aptos a votar. Ou seja, cerca de 7 milhões não
votaram. Já a somatória de brancos e nulos até as 21h35 chegava a
16,52%. Em seis dos oito municípios do Rio de Janeiro onde houve segundo
turno, os votos brancos, nulos e abstenções somaram mais eleitores do que os
candidatos vitoriosos. A situação ocorreu na capital e em Niterói, São Gonçalo,
Belford Roxo, Duque de Caxias e Petrópolis. As exceções foram Volta Redonda e
Nova Iguaçu.
Mais cedo, o presidente do TSE,
ministro Gilmar Mendes disse que índice enfraquece o processo eleitoral. “Se
por um lado ele pode refletir a insatisfação da população contra a classe
política, por outro enfraquece e debilita as pessoas que recebem os mandatos,
especialmente na hora da tomada de decisão em um momento delicado como o
atual”. E completou: “Claro que não quero desprezar o índice de
abstenção. Ele é significativo e não é difícil atribuí-lo a um certo
desencanto, uma certa relutância de se ver representado no quadro político que
aí está. E isto a gente houve até nos discurso dos jovens”.
No primeiro turno, em nove
capitais, o número de votos brancos, nulos e de eleitores que não compareceram
foi maior do que do candidato que ficou em primeiro lugar. A situação aconteceu
nos dois maiores colégios eleitorais do país: São Paulo e Rio de Janeiro.
Veja.com


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