Em sessão conjunta, Câmara e
Senado aprovaram texto que injeta 1,1 bi de reais no MEC. Na sequência,
presidente da sessão abriu brecha para acelerar PEC
Em votação simbólica, o Congresso
Nacional aprovou nesta terça-feira projeto que autoriza a liberação de um
crédito suplementar de 1,1 bilhão de reais para o Ministério da Educação, sendo
702,5 milhões de reais para o programa de Financiamento Estudantil (Fies). O
texto também libera 400,9 milhões de reais para o Exame Nacional do Ensino
Médio (Enem) 2016. A votação do projeto se arrastava em virtude das
dificuldades em votar os vetos presidenciais, que têm prioridade de apreciação
e trancam a pauta de votações do Congresso, e também por causa da
obstrução dos partidos de oposição ao governo.
Na sequência, o presidente do
Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), determinou a suspensão por uma
hora da sessão conjunta após um tumulto no plenário da Casa. Renan usou como
justificativa um bate-boca entre o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS) e o
líder do PT na Câmara, Afonso Florence (BA). A decisão abriu caminho para que a
comissão especial da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do teto dos gastos
(241) da Câmara se reúna e prepare o texto para a votação em segundo turno pela
Casa. Essa é uma formalidade que precisa ser cumprida antes de a matéria
voltar à votação pelo plenário da Câmara, o que deve ocorrer na próxima
semana. Pelo regimento interno, nenhuma comissão temática pode votar uma
proposta caso haja reunião do Congresso.
Perondi e Florence discutiam no
plenário do Congresso a possibilidade de que a sessão fosse suspensa para
que a comissão da PEC se reunisse. O líder do PT ironizou a decisão do
Renan. “O Renan é o melhor líder do governo que tem na Casa, não tem para André
Moura nem Rose de Freitas”, disse o petista, referindo-se, respectivamente, aos
líderes governistas da Câmara e do Congresso.
Por causa do atraso na aprovação
do crédito para o Fies, estudantes têm reclamado de que não conseguem
acessar o sistema do programa desde de julho. A votação do crédito suplementar
para o Fies e para o Enem ocorreu logo após a liberação da pauta do Congresso,
com a votação dos três vetos presidências. Renan fez a inversão da pauta de
votações e colocou como o primeiro item a ser votado o projeto para a liberação
dos recursos. Não houve obstrução de partidos da base nem da oposição.
Pouco antes, o plenário do
Congresso manteve o veto integral do presidente Michel Temer ao projeto que
concedera reajuste salarial para a Defensoria Pública da União (DPU). A
proposta só passou pela votação dos deputados e, como houve 227 votos para
derrubar o veto, ele foi mantido – eram necessários ao menos 257. Por essa
razão, não foi necessário a votação do veto no Senado. Alguns líderes de
partidos da base aliada na Câmara, como PSB, PRB, Pros e PHS, orientaram voto
para derrubar o veto. O PSD, também governista, liberou a bancada.
Durante as discussões,
parlamentares do PT, do PDT e do PSB defenderam em plenário a derrubada do veto
com o argumento de que esse reajuste tem pouco impacto para os cofres públicos
– 85 milhões de reais – e que fazia parte de um acordo da gestão anterior. O
líder petista do Senado, Humberto Costa (PE), disse que o governo Temer,
“golpista”, estava se notabilizando em romper acordos aprovados. “Esse foi o
único reajuste vetado pelo presidente da República”, criticou Costa, lembrando
que outras catorze categorias tiveram aumentos salariais sancionados por Temer.
(Com Agência Brasil e Estadão
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