Bicicleta branca é colocada no local onde jovem foi atropelada no Rio | Rio das Ostras Jornal

Bicicleta branca é colocada no local onde jovem foi atropelada no Rio

Bicicleta branca foi colocada no local do acidente, em Botafogo,
na Zona Sul do Rio (Fotos: Reprodução/ TV Globo)
A homenagem é para Júlia Resende de Moura, atropelada e morta no local. Jovem de 19 anos foi atingida por um ônibus na Rua São Clemente.
Uma semana após a morte da estudante Júlia Resende de Moura, atropelada em Botafogo, na Zona Sul do Rio, uma bicicleta branca foi colocada no local do acidente, como mostrou o Bom Dia Rio. A homenagem, que também é um protesto, já se tornou marca dos ativistas que lutam pelo direito dos ciclistas de circularem com segurança pelas ruas. 
Júlia Resende, de 19 anos, pedalava na Rua São Clemente na última terça-feira (11) quando foi atingida por um ônibus. Ela morreu na hora. O motorista afirmou, em depoimento, que não viu a jovem pedalando. A polícia ainda está investigando o caso.
O motorista foi identificado no fim da tarde de quinta-feira (13), mas seu nome não foi divulgado. O suspeito entrou pela parte de trás da 10ªDP (Botafogo) para prestar depoimento. Um novo vídeo analisado pela polícia mostra com nitidez o atropelamento da ciclista.
Ele foi ouvido por 1h30 e evitou a imprensa. Segundo a delegada Bárbara Lomba, ele afirmou que não percebeu a presença da ciclista. Ainda de acordo com a delegada, pelas câmeras do ônibus, a polícia viu que o motorista não esboçou nenhuma reação, o que leva a crer que ele não notou que havia atropelado alguém.
"Não tem movimento anormal que indique que ele percebeu", afirmou a delegada.
A jovem usava uma bicicleta alugada no Bike Rio, projeto da prefeitura patrocinado por um banco. Ela andava do lado direito da rua, como manda a lei de trânsito.
O motorista ainda pode responder por homicídio culposo – quando não há a intenção de matar. Uma das câmeras do ônibus analisadas mostra que a ciclista passou pela frente do coletivo, entre 15 e 20 segundos antes do atropelamento. A polícia investiga, se, embora não tenha havido a intenção de atropelar a jovem ou negado socorro, houve negligência.
"Não há também qualquer movimentação externa de que o motorista foi avisado por algum pedestre ou que ele tenha percebido de que alguem o avisou sobre o atropelamento. Por outro lado, a afirmação de que a ciclista não foi vista em momento algum, como disse o motorista, terá que ser melhor apurada. Imagens da parte da parte da frente do ônibus mostra  a ciclita à frente do ônibus à direita", acrescentou a delegada.
O motorista ainda pode responder por homicídio culposo – quando não há a intenção de matar. Uma das câmeras do ônibus analisadas mostra que a ciclista passou pela frente do coletivo, entre 15 e 20 segundos antes do atropelamento. A polícia investiga, se, embora não tenha havido a intenção de atropelar a jovem ou negado socorro, houve negligência.
"Não há também qualquer movimentação externa de que o motorista foi avisado por algum pedestre ou que ele tenha percebido de que alguem o avisou sobre o atropelamento. Por outro lado, a afirmação de que a ciclista não foi vista em momento algum, como disse o motorista, terá que ser melhor apurada. Imagens da parte da parte da frente do ônibus mostra  a ciclita à frente do ônibus à direita", acrescentou a delegada.
Vítima morava no Santa Marta
Segundo um amigo de Júlia, Reinaldo Thiago da Cruz, que estava na favela Santa Marta no dia do acidente, a jovem tinha saído de bicicleta para comprar um presente para o namorado, que fez aniversário na quarta-feira (12).
Júlia foi criada na comunidade e trabalhava como monitora em um projeto social para as crianças da área.
"Na terça-feira, ela estava na olimpíada de conhecimento das crianças lá na comunidade. Ela era monitora, estava brincando, se despediu e desceu para comprar presente, porque quarta era aniversário dele. Ela desceu e aconteceu essa fatalidade", disse Reinaldo, que é educador social.
O filho de Reinaldo é uma das crianças que fazia parte do projeto no qual Júlia trabalhava. Reinaldo ficou sabendo do acidente por um amigo e desceu da comunidade até a Rua São Clemente. "Eu falei: 'vou lá ver se é um conhecido nosso'."
Imagens ajudaram identificação
Imagens de duas câmeras de segurança de prédios à beira da via mostram o momento em que a ciclista cai na Rua São Clemente, ao lado do ônibus, que segue em frente, sem frear.
Na quinta-feira (13), Bárbara Lomba havia dito que não era possível, pelo vídeo tinham, apontar se Julia foi atingida pelo ônibus antes de cair.
“A imagem que nós temos hoje, neste momento, de um prédio, não esclarece se o ônibus atingiu a ciclista. Ela pode ter caído por outro motivo, realmente ele pode não ter tido nenhuma, nenhuma culpa no homicídio”, disse a delegada.
Os investigadores ainda vão receber imagens da CET-Rio, que poderão ajudar a esclarecer o que causou o acidente. Há suspeita de que a estudante tenha perdido o equilíbrio por conta de irregularidades no asfalto.
"Há ondulações no asfalto que também podem ter ocasionado essa queda. Nós precisamos esclarecer se o ônibus guardava uma certa distância, a distância que precisa ser guardada do ciclista", enfatizou a delegada nesta quinta.

O corpo de Julia foi enterrado na quarta-feira (12) no Cemitério São João Batista. Após a cerimônia, amigos e parentes foram a uma bicicletada organizada pelo projeto Bike Anjos, em luto pela estudante e cobrando da prefeitura uma ciclovia na rua.
Do G1 Rio

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