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Secretário-geral
da Organização dos Estados Americanos (OEA),
Luis
Almagro, está preocupado com crise na Venezuela
(Foto:
Jacquelyn Martin/AP)
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Secretário-geral Luis Almagro
escreveu sobre o bloco em seu Twitter. Países fundadores decidiram impedir que Venezuela assuma presidência.
O secretário-geral da Organização
dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, elogiou nesta quarta-feira (14) a
decisão de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai de impedir que a Venezuela
assuma a presidência do bloco.
"Saudamos a decisão do
Mercosul sobre a Venezuela conforme direitos e princípios democraticos",
escreveu Almagro em seu Twitter.
Os quatro países fundadores do
Mercosul chegaram a um
acordo, na terça-feira (13), que impede a Venezuela de assumir a presidência do
bloco. O grupo decidiu que conduzirá de forma conjunta a liderança do
organismo sul-americano.
Almagro já havia criticado o que
chamou de "fim da democracia" na Venezuela. Em
agosto, ele chamou a situação que impera no país de "tirania" e
disse que "não há hoje na Venezuela nenhuma liberdade fundamental nem
nenhum direito civil ou político".
Os países fundadores do Mercosul
também ameaçam suspender a República Bolivariana se, até 1º de dezembro, o país
não se adequar às normas e acordos vigentes no Mercosul, anunciou o Itamaraty
na noite desta terça.
Em nota assinada pelo ministro de
Relações Exteriores, José Serra, o Itamaraty acrescenta que a declaração foi
adotada "em razão do descumprimento, pela Venezuela, dos compromissos
assumidos no Protocolo de Adesão ao Mercosul, assinado em Caracas em 2006,
especificamente no que se refere à incorporação ao ordenamento jurídico
venezuelano de normas e acordos" vigentes no bloco.
O prazo para que a Venezuela
cumprisse com essa obrigação encerrou-se em 12 de agosto passado.
Na prática, a Venezuela nem sequer
finalizou sua adesão ao Mercosul, iniciada em 2012. Para concluir o ingresso, o
país deveria ter cumprido diversas exigências. Entre as normas e acordos que
não foram incorporados ao ordenamento jurídico da Venezuela, segundo o
Itamaraty, estão:
– Acordo de Complementação
Econômica nº 18 (1991), que convenciona um programa de liberação comercial
conjunto;
– Protocolo de Assunção sobre Compromisso com a Promoção e Proteção dos Direitos Humanos do Mercosul (2005), que estabelece que nos países do bloco deve haver "a plena vigência das instituições democráticas e o respeito dos direitos humanos e das liberdades fundamentais;
– Acordo sobre Residência para Nacionais dos Estados Partes do Mercosul (2002), que estabelece que os habitantes de um país membro podem obter residência legal em outro país membro do bloco.
– Protocolo de Assunção sobre Compromisso com a Promoção e Proteção dos Direitos Humanos do Mercosul (2005), que estabelece que nos países do bloco deve haver "a plena vigência das instituições democráticas e o respeito dos direitos humanos e das liberdades fundamentais;
– Acordo sobre Residência para Nacionais dos Estados Partes do Mercosul (2002), que estabelece que os habitantes de um país membro podem obter residência legal em outro país membro do bloco.
Coordenação
A declaração estabelece que a presidência do Mercosul "no corrente semestre não passa à Venezuela, mas será exercida por meio da coordenação entre Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, que poderão definir cursos de ação e adotar as decisões necessárias em matéria econômico-comercial e em outros temas essenciais" para o funcionamento do bloco.
A declaração estabelece que a presidência do Mercosul "no corrente semestre não passa à Venezuela, mas será exercida por meio da coordenação entre Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, que poderão definir cursos de ação e adotar as decisões necessárias em matéria econômico-comercial e em outros temas essenciais" para o funcionamento do bloco.
Por ordem alfabética, a Venezuela
deveria ter assumido a presidência rotativa do grupo em julho passado,
sucedendo ao Uruguai. Mas Brasil, Paraguai e Argentina se opuseram, devido à
situação política e econômica que o país enfrenta.
Diante do impasse, a Venezuela
se autoproclamou à frente do bloco após o Uruguai entregar a
presidência.
A crise ocorre em um momento
delicado para o Mercosul, que relançou as negociações de um tratado de livre
comércio com a União Europeia (UE).
Veja a nota emitida pelo
Ministério de Relações Exteriores:
Nota 337
Aprovação da “Declaração Relativa ao funcionamento do MERCOSUL e ao Protocolo de Adesão da República Bolivariana da vanezuela”
Aprovação da “Declaração Relativa ao funcionamento do MERCOSUL e ao Protocolo de Adesão da República Bolivariana da vanezuela”
13 de Setembro de 2016 - 22:36
Os Chanceleres dos quatro países fundadores do MERCOSUL – Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai – aprovaram, neste 13 de setembro de 2016, "Declaração Relativa ao Funcionamento do MERCOSUL e ao Protocolo de Adesão da República Bolivariana da Venezuela".
Os Chanceleres dos quatro países fundadores do MERCOSUL – Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai – aprovaram, neste 13 de setembro de 2016, "Declaração Relativa ao Funcionamento do MERCOSUL e ao Protocolo de Adesão da República Bolivariana da Venezuela".
A Declaração foi adotada em
razão do descumprimento, pela Venezuela, dos compromissos assumidos no
Protocolo de Adesão ao MERCOSUL, assinado em Caracas em 2006, especificamente
no que se refere à incorporação ao ordenamento jurídico venezuelano de normas e
acordos vigentes no MERCOSUL.
O prazo para que a Venezuela
cumprisse com essa obrigação encerrou-se em 12 de agosto de 2016 e entre os
importantes acordos e normas que não foram incorporados ao ordenamento jurídico
venezuelano estão o Acordo de Complementação Econômica nº 18 (1991), o
Protocolo de Assunção sobre Compromisso com a Promoção e Proteção dos Direitos
Humanos do MERCOSUL (2005) e o Acordo sobre Residência para Nacionais dos
Estados Partes do MERCOSUL (2002).
A Declaração estabelece que a
presidência do MERCOSUL no corrente semestre não passa à Venezuela, mas será
exercida por meio da coordenação entre Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai,
que poderão definir cursos de ação e adotar as decisões necessárias em matéria
econômico-comercial e em outros temas essenciais para o funcionamento do
MERCOSUL. O mesmo ocorrerá nas negociações comerciais com terceiros países ou
blocos de países.
Em 1º de dezembro de 2016, a
persistir o descumprimento de obrigações, a Venezuela será suspensa do
MERCOSUL.
A Declaração foi adotada no
espírito de preservação e fortalecimento do MERCOSUL, de modo a assegurar que
não haja solução de continuidade no funcionamento dos órgãos e mecanismos de
integração, cooperação e coordenação do bloco.
José Serra, Ministro das
Relações Exteriores
Do G1, em São Paulo

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