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Obras
idealizadas pelo artista plástico congolês, Keto Kabongo.
E pelo
artista sírio Anas Rjab (Fotos: Bruno Albernaz)
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Quatro refugiados participam da
mostra, que reúne 11 obras. Um deles navegou pelo Atlântico durante 15 dias
para chegar ao Brasil.
Estreia nesta terça-feira (13) no
Museu do Amanhã, Zona Portuária do Rio, a exposição “Horizontes Possíveis –
Arte como Refúgio”. A mostra, que fica em cartaz até 25 de setembro, reúne 11
obras de artistas refugiados que buscaram asilo no Brasil. Um deles, o congolês
Keto Kabongo, contou ao G1 parte de sua saga para fugir da guerra em seu país.
"Apareceu uma guerra na nossa
província, saí de lá e fui para o porto do Sudão buscar um barco para fugir
para o Brasil. Levei 15 dias no mar até chegar aqui", contou Kabongo, que
é da província de Ituri, nordeste da República Democrática do Congo.
Para expor no Museu do Amanhã, o
congolês disse ter escolhido uma marca de sua cidade natal. "Na minha
exposição eu trouxe a obra da cerâmica. Eu queria expressar a cidade da
cerâmica", disse o artista plástico.
De acordo com a Organização das
Nações Unidas (ONU), desde a Segunda Guerra Mundial o mundo não enfrentava tão
grave crise humanitária. Estima-se que mais de 65 milhões de pessoas deixaram
seus locais de origem para buscar asilo em outros países, a maioria fugindo de
guerras, conflitos armados e perseguições religiosas ou étnicas.
Segundo Felippe Morais, curador da
exposição, a mostra tem como um de seus objetivos mostrar ao público a
gravidade desta crise humanitária, ainda distante da realidade brasileira.
"Nossa ideia é educar o
público sobre a questão do refugiado. O refugiado é um ser humano que tem
histórias para contar e vontade de viver. Nessa exposição nós lidamos com a
resiliência das pessoas e como a gente imagina certas situações por um ponto de
vista muito diferente do nosso", conta do curador.
A exposição é fruto de uma
parceria entre o Museu do Amanhã e a Cáritas Arquidiocesana do Rio de Janeiro.
Além de chamar a atenção do público, ela pretende estimular a prática artística
como forma de inserir os artistas refugiados na cena cultural carioca e,
também, estimulá-los a não abandonar seus trabalhos.
Além de Keto Kabongo, outros três
refugiados no Rio também participam da mostra. São eles Serge Makanzu Kiala,
que também é da República Democrática do Congo, e os sírios Ali Abdulla e Anas
Rjab.
A República Democrática do Congo é
uma das nações mais ricas da África e enfrenta há quase 20 anos conflitos
armados causados principalmente por disputas de poder. Já a Síria enfrenta,
desde 2011, uma guerra civil que já matou mais de 280 mil. O conflito teve
origem com protestos contra o governo do presidente Bashar al-Assad e se
agravou com o avanço do grupo radical Estado Islâmico sobre o território.
O Museu do Amanhã
O Museu do Amanhã alcançou um
marco histórico no último sábado (10), quando recebeu o milionésimo visitante.
Durante a comemoração, a família símbolo da marca alcançada recebeu como
presente a associação ao NOZ, programa do Museu que oferece acesso irrestrito
ao espaço pelo período de 1 ano, além de outros brindes.
Desde sua inauguração em 17 de
dezembro de 2015, o Museu do Amanhã reforça seu papel como um importante
influenciador de hábitos culturais no Brasil e se consolida como uma das
instituições mais visitadas no País.
Do G1 Rio

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