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Alisson Luan
de Oliveira, suspeito de planejar ataque
na Olimpíada (Foto: Reprodução/ TV Globo)
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Alisson Luan de Oliveira é
investigado em operação da Polícia Civil. Justiça determinou prisão preventiva,
por tempo indeterminado, de oito.
A Justiça decretou a prisão preventiva,
por tempo indeterminado, de oito suspeitos de envolvimento com o terrorismo,
entre eles, a de Alisson Luan de Oliveira, de Saquarema, na Região dos Lagos do
Rio. O pedido foi feito nesta sexta-feira (16) pelo Ministério Público Federal.
Ao todo, 15 pessoas já foram presas na Operação Hashtag, deflagrada pela
Polícia Federal
A suspeita é de formação de grupo
terrorista e associação criminosa. Alisson foi preso no dia 21 de julho deste
ano, quando teve o mandado de prisão temporária, ou seja, pelo prazo de 30
dias, podendo ser prorrogado por mais 30, decretado. Ele continua preso na
Penintenciária Federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul.
Amigos falam sobre o comportamento
de Alisson
De acordo com um ex-patrão de
Alisson, dono do supermercado onde ele trabalhou, o jovem ficou empregado por
cinco meses no estabelecimento durante o ano passado e juntava dinheiro para
viajar.
"A gente achava que era
brincadeira. Aí começou a polícia, o Ministério Público vir me procurar para
saber informações dele também", contou o comerciante Rômulo Gomes. Ele
contou ainda que os funcionários do supermercado brincavam chamando Alisson de
"homem-bomba". O ex-patrão também afirmou que Alisson era um bom
funcionário.
"Era um funcionário
tranquilo, exemplar, chegava cedo, no horário, e cumpria todas as obrigações.
Era um menino tranquilo, quieto, bem tímido, mas cumpria todas as suas
obrigações direitinho".
Família desconhecia um celular
A mãe de Alisson disse em
entrevista à equipe da Inter TV no dia 24 de julho que desconhecia a existência
de um aparelho celular do filho. O telefone foi apreendido pela Polícia Federal
na Operação Hashtag. Com estilo de vida humilde - a família trabalha com coleta
de material reciclável - a mulher disse que o jovem utilizava muito a internet
e que "parece que se comunicava por código".
"[A polícia] levou os livros
dele do Islã, algumas coisas e o celular dele. Tinha um que eu não sabia que
existia. Não sei como ele 'arranjou' também. Não tenho a menor ideia",
disse a mãe, que preferiu não ter a identidade divulgada. A Polícia Federal
prendeu o jovem em casa no dia 21 de julho quando também apreendeu dois
aparelhos celulares dele, e um da mãe, segundo ela própria.
Operação
Hashtag
A operação de caráter sigiloso
aconteceu a duas semanas do início da Olimpíada do Rio. Os presos da Operação
Hashtag são suspeitos, segundo o Ministério da Justiça (MJ), de terem realizado
"atos preparatórios" visando ações terroristas.
Ligação com Estado Islâmico
Segundo o MJ, alguns dos
investigados na operação chegaram a fazer um juramento virtual ao grupo, no
qual repetiam palavras de uma gravação, mas não tiveram contato com membros do
Estado Islâmico. Para as autoridades brasileiras, os presos são uma
"célula absolutamente amadora" e sem "nenhum preparo".
As prisões foram as primeiras no
Brasil com base na recente lei antiterrorismo. Também foram as primeiras
detenções por suspeita de ligação com o grupo terrorista Estado Islâmico, que
atua no Oriente Médio, mas tem cometido atentados em várias partes do mundo.
Do G1 Região dos Lagos, com informações da Inter TV

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