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Terence
Crutcher, com as mãos para o alto, é escoltado por policiais
até seu carro, pouco antes de ser morto
(Foto: Departamento de Polícia de Tulsa / via
AP Photo)
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Caso pode ser nova violência
policial contra os afro-americanos no país. Irmã diz que vítima 'amava Deus e cantava na igreja todo fim de semana'.
Uma agente da polícia de Tulsa, em
Oklahoma, nos Estados Unidos,
matou a tiros um homem negro, que estava desarmado, cujo veículo tinha dado
problema em uma estrada, apontando para um novo caso de suposta violência
policial contra os afro-americanos no país.
As autoridades divulgaram nesta
segunda-feira (19) o vídeo do caso, que ocorreu na última sexta-feira (16),
onde o chefe de polícia de Tulsa, Chuck Jordan, classificou o caso, durante
entrevista coletiva, de "muito preocupante".
O homem que foi morto,
identificado como Terence Crutcher, de 40 anos, teve problemas com sua
caminhonete, que quebrou em área arborizada da cidade, onde em seguida chegaram
vários carros da polícia.
No vídeo, Crutcher aparece
caminhando em direção ao veículo com as mãos para o alto, seguido pela agente
Betty Shelby, que aponta uma arma, enquanto dois outros policiais se juntam a
ela, também apontando suas armas contra o homem.
Depois de alguns segundos, Terence
Crutcher, aparentemente, baixa seus braços para buscar algo no interior do
veículo através da janela do motorista, momento onde recebe pelo menos um tiro
disparado por Betty Shelby e cai no chão.
Crutcher morreu no hospital pouco
depois.
"Vamos fazer a coisa certa,
não encobriremos nada", disse o comandante da polícia, ao detalhar que o
vídeo, que viu ao lado da família de Crutcher, "como muito difícil de
assistir".
Inicialmente, um porta-voz da
polícia tinha afirmado que Crutcher havia se recusado a obedecer as ordens dos
agentes, entre elas a de manter os braços para o alto.
Tanto Betty Shelby como o outro
policial identificado como Tyler Turnbough, foram suspensos, - o procedimento
habitual nestes casos - até que a investigação seja concluída.
O Departamento de Justiça dos EUA,
por sua vez, anunciou a abertura de uma investigação independente de
"direitos civis", conduzida pela polícia de Tulsa.
O advogado da família, Damario
Solomon-Simmons, qualificou o vídeo de "inquietante" e acusou a
polícia de ter deixado Crutcher sangrando no chão.
A irmã gêmea de Crutcher, Tiffany,
entretanto, se mostrou especialmente aborrecida pelo comentário de um agente
que descreveu Crutcher como um "cara mau".
"Estamos devastados, toda a
família está devastada. Esse cara mau era pai, esse cara mau era filho, esse
cara mau estava matriculado na Universidade Comunitária de Tulsa para nos
deixar orgulhosos, esse cara mau amava Deus e cantava na igreja todo fim de
semana", disse a irmã.
Organizações de direitos civis
exigem a prisão imediata de Betty Shelby, acusada de assassinato.
Da EFE

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