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O advogado
do ex-presidente Lula e da esposa Marisa Letícia,
Cristiano
Zanin, concede entrevista coletiva em São Paulo (SP)
14/09/2016 (Nacho Doce/Reuters)
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Advogado do ex-presidente atacou
coordenador da força-tarefa da Operação, Deltan Dallagnol, dizendo que sua
conduta é "política" e "incompatível" com cargo
Diante das pesadas denúncias apresentadas nesta
quarta-feira pela força-tarefa da Lava Jato, o ex-presidente Luiz Inácio
Lula da Silva resolveu atacar os procuradores da operação e rechaçar com
veemência as acusações formalizadas hoje, que o colocaram como chefe central do
esquema de corrupção na Petrobras. O advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins,
rebateu o teor da denúncia, dizendo que ela tem cunho político e faz parte de
um “truque de ilusionismo” e de uma “farsa lulocêntrica” criada para “atacar o
Estado democrático de direito e a inteligência dos cidadãos brasileiros”. “A
denúncia em si perdeu-se em meio ao deplorável espetáculo de verborragia da
manifestação da Lava Jato”, completou.
Durante coletiva para detalhar a
denúncia, o coordenador da equipe da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol,
classificou Lula como o “comandante máximo” do petrolão e que, sem
ele, o esquema não seria possível. A reação do petista às
declarações da procuradoria veio rápida, antes do término da coletiva
convocada pela MPF.
Em um ataque direto a Dallagnol,
Zanin ironizou a sua fala, taxando-a de”incompatível” com o cargo que ocupa.
“Um novo país nasceu hoje sob a batuta de Deltan Dallagnol e, neste país, ser
amigo e ter aliados políticos é crime. Sua conduta política é incompatível com
o cargo de procurador-geral da República e com a utilização de recursos
públicos do Ministério Público Federal para divulgar suas teses”, afirmou o
advogado, que errou ao citar o posto de Dallagnol, que é procurador da
República do MPF do Paraná. O PGR é Rodrigo Janot.
Pela primeira vez na Lava Jato,
Lula foi acusado formalmente pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no
caso do tríplex no Guarujá. Segundo Dallagnol, ele recebeu propina em forma de
benfeitorias no imóvel num valor total de 3,7 milhões de reais. Apesar das
evidências colhidas pelos investigadores, Zanin voltou a dizer que o
ex-presidente não é proprietário do apartamento que ganhou reformas da
empreiteira OAS, enrolada no esquema de corrupção da Petrobras – portanto, “não
seria beneficiário de qualquer benesse”, disse o advogado.

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