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A presidente
da Argentina Cristina Kirchner
(Juan Mabromata/AFP/AFP)
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A ex-presidente da Argentina é
acusada de fazer manobras nas concessões de obras públicas para favorecer o
empresário de construção Lázaro Báez
A ex-presidente argentina Cristina
Kirchner foi convocada a depor em 20 de outubro no processo que a
investiga por fraude em obras públicas, informou uma fonte judicial nesta
segunda-feira. Além disso, ela também teve os bens bloqueados pela Justiça.
Ao decidir sobre a intimação,
o juiz Julián Ercolini, responsável pelo caso, considerou que “existem
elementos suficientes para prosseguir com o processo e convocar (Kirchner)” a
prestar depoimento. Cristina é suspeita de direcionar concessões
de obras públicas durante seu governo em favor do grupo Austral,
propriedade do empresário Lázaro Báez, que também foi convocado a depor.
Baéz é um empresário da construção
que fez fortuna durante os governos kirchneristas (2003-2015) com obras
públicas na Patagônia. No momento, está preso por lavagem de dinheiro. Segundo
a promotoria, os 17 nomes citados no processo, entre eles Cristina, “integraram
uma organização criminosa criada para se beneficiar do dinheiro público”.
Além da ex-presidente, também
estariam envolvidos o ex-ministro do Planejamento Julio De Vido e seu braço
direito na pasta, José López, encarregado de administrar as verbas de obras
públicas durante os 12 anos dos governos kirchneristas. López está preso desde
junho passado, quando foram descobertos 9 milhões de dólares (29 milhões de
reais) em dinheiro que escondia em um convento em Buenos Aires.
No mês passado, a ex-presidente
também precisou comparecer à Justiça entra outra investigação envolvendo seu
nome, desta vez por acusações de má administração de recursos públicos. O
processo acusa Kirchner de dano financeiro ao país em operações cambiais do
Banco Central durante sua gestão.
(Com AFP e EFE)

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