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Oficina
reuniu professores da Rede Municipal de Ensino
e foi ministrada
por educadoras do Ines (Foto: Gabriel Sales)
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Durante
curso foi abordado o Ensino da Língua Portuguesa como Segunda Língua para
Surdos
A Prefeitura
de Rio das Ostras firmou uma parceria com o Instituto Nacional de Educação de
Surdos (Ines) para capacitar os professores da Rede Municipal. A primeira
iniciativa dessa ação conjunta foi a oficina com o tema “Ensino da Língua
Portuguesa como Segunda Língua para Alunos Surdos”, ministrada nesta quinta e
sexta-feira, dias 14 e 15, no auditório da Secretaria de Educação.
Participam
da oficina 45 professores que lecionam Língua Portuguesa nas escolas
municipais. Rio das Ostras tem 23 alunos surdos matriculados na Rede Municipal
e conta com uma Escola Modelo Bilíngue, a Maria Teixeira de Paula, que é
pioneira no interior do Estado. Nessa unidade todos os estudantes, do 1º ao 9º
ano do Ensino Fundamental, aprendem a Língua Brasileira de Sinais (Libras).
“Todos os
estudantes surdos são auxiliados por intérpretes de Libras e professores de
apoio. Nossos professores contam com cursos gratuitos de Libras Básico e
Intermediário oferecidos pela Casa da Educação”, explica Aline Leal,
coordenadora da Escola Bilíngue. A professora lembra que esses estudantes
também são beneficiados pelas salas de recursos, que eles frequentam no
contraturno escolar.
Na Escola
Municipal Maria Teixeira de Paula, no Jardim Campomar, funciona um laboratório
capacitado para atender alunos com deficiência auditiva, equipado por
intermédio de uma parceria com o Projeto Surdos, do Instituto de Bioquímica
Médica da UFRJ.
OFICINA -
As professoras Margareth Maura dos Santos e Vânia Cortes, que lecionam no Ines
e ministraram a oficina, enfatizaram as particularidades do ensino de Língua
Portuguesa para surdos.
“O aluno
surdo tem direito a fazer o uso de Libras como primeira língua”, afirmou
Margareth, citando o Decreto Federal número 5626, de 2005. “A metodologia para
ensinar Língua Portuguesa é diferente para o aluno surdo, já que é necessário
valorizar o visual e priorizar a contextualização”, completa Vânia.

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