O presidente do Senado, Renan
Calheiros (PMDB-AL), declarou nesta segunda-feira (9) que pretende concluir a
votação sobre a abertura ou não do processo de impeachment pelo Senado na noite
desta quarta-feira (11). Para que isso aconteça, Renan espera chegar a um
acordo com líderes partidários para que os senadores inscritos utilizem menos
de 15 minutos para discutir e encaminhar votos.
Nesta quarta-feira, o Senado vai
se reunir para votar o parecer da comissão especial, lido nesta segunda em
plenário, que recomenda a abertura do processo de impeachment da presidente
Dilma Rousseff.
Se o parecer for aprovado pela
maioria simples dos senadores (metade dos presentes mais um), a petista será
afastada da sua função, e o vice Michel Temer assumirá a presidência da
República.
Renan disse ainda que a sessão
deverá ser aberta às 9h da manhã e interrompida ao meio-dia. Depois, a sessão
será reaberta às 13 horas e interrompida novamente às 18h. A votação
aconteceria em um terceiro momento da sessão que iniciaria às 19h e seguiria
até o encerramento da votação.
Previsão anterior
Cálculos anteriores da
Secretaria-Geral da Mesa do Senado previam pelo menos 20 horas de discussão do
tema entre senadores. Os técnicos estimavam que cada parlamentar iria discursar
por 15 minutos, e que de 70 a 75 senadores se inscreveriam para falar. Com
isso, a sessão, que iniciaria às 10h de quarta-feira, invadiria a madrugada de
quinta (12).
Segundo Renan, a expectativa agora
é de que 60 senadores se inscrevam para discutir a abertura do processo pelo
Senado.
“Amanhã [terça-feira] nós vamos
falar sobre quarta-feira. Nós temos que decidir com líderes o tempo das
intervenções. O ideal é que nós façamos um meio termo [...] A expectativa é que
tenhamos pelo menos a participação de 60 oradores, se isso acontecer teremos
dez horas de sessão. Mas o objetivo é concluir a votação ainda na
quarta-feira”, projetou Renan Calheiros.
O peemedebista também explicou que
nesta terça-feira, a partir das 15 horas, serão abertas as inscrições para a
lista de oradores da sessão de quarta-feira. O presidente do Senado explicou
que haverá dois tipos de listas: uma para defensores do governo e outra para
senadores a favor do impeachment.
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