Operação é realizada na manhã
desta terça-feira (24) no RJ e em SP. Etapa mira contratos e repasses irregulares envolvendo a Petrobras.
A Polícia Federal (PF) cumpre,
desde a madrugada desta terça-feira (24), a 30ª fase da Operação Lava Jato no
Rio de Janeiro e em São Paulo. Serão cumpridos dois mandados de prisão
preventiva, 28 de busca e apreensão e 9 de condução coercitiva, que é quando a
pessoa é levada para prestar depoA Polícia Federal (PF), em
conjunto com a Receita Federal, cumprem, desde a madrugada desta terça-feira
(24), a 30ª fase da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro e em São Paulo. De
acordo com o Ministério Público Federal (MPF), esta etapa investiga a
possibilidade de pagamentos de R$ 40 milhões em propina a partir de contratos
fraudulentos da Petrobras com fornecedoras de tubo, que chegaram a R$ 5
bilhões. As fraudes ocorreram entre 2009 e 2013, conforme o MPF.
São cumpridos dois mandados de prisão preventiva, 28 de busca e apreensão e 9 de condução coercitiva, que é quando a pessoa é levada para prestar depoimento. A ação foi batizada de "Operação Vício".
Os procuradores afirmam que há indicativos da participação do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e do ex-diretor de Serviço e Engenharia da estatal Renato Duque. Ambos estão presos e têm condenação em decorrência da Lava Jato.
São cumpridos dois mandados de prisão preventiva, 28 de busca e apreensão e 9 de condução coercitiva, que é quando a pessoa é levada para prestar depoimento. A ação foi batizada de "Operação Vício".
Os procuradores afirmam que há indicativos da participação do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e do ex-diretor de Serviço e Engenharia da estatal Renato Duque. Ambos estão presos e têm condenação em decorrência da Lava Jato.
Os alvos desta fase, esclareceu o
MPF, são executivos e sócios das empresas fornecedoras de tubos, um escritório
de advocacia utilizado para o repasse de dinheiro, dois funcionários da
Petrobras e operadores financeiros.
RESUMO DA 30ª FASE
A operação foi chamada de "Vício" e remete à sistemática de alguns servidores que aparentam não atuar de outra forma senão através de atos lesivos aos cofres públicos.
A operação foi chamada de "Vício" e remete à sistemática de alguns servidores que aparentam não atuar de outra forma senão através de atos lesivos aos cofres públicos.
– Objetivo: corrupção,
organização criminosa e lavagem de ativos.
– Mandados judiciais: dois mandados de prisão preventiva, 28 de busca e apreensão e nove de condução coercitiva
– Presos preventivos: Flávio Henrique de Oliveira e Eduardo Aparecido de Meira, donos da empresa credencial.
– O que descobriu: uso de contratos fraudulentos com fornecedora de tubos que atingiram R$ 5 bilhões para pagamento de propina. Foram R$ 40 milhões em vantagem indevida.
– Mandados judiciais: dois mandados de prisão preventiva, 28 de busca e apreensão e nove de condução coercitiva
– Presos preventivos: Flávio Henrique de Oliveira e Eduardo Aparecido de Meira, donos da empresa credencial.
– O que descobriu: uso de contratos fraudulentos com fornecedora de tubos que atingiram R$ 5 bilhões para pagamento de propina. Foram R$ 40 milhões em vantagem indevida.
"As investigações
identificaram que uma construtora de fachada foi utilizada para viabilizar o
pagamento de propina em diversos esquemas criminosos investigados na Operação
Lava Jato, mediante a celebração de contratos ideologicamente falsos", informou
o MPF.
As investigações apontam para a
utilização de transferências no exterior para uma offshore controlada por
operador financeiro como mecanismo de ocultar rastros da propina.
A Polícia Federal afirma
que são três grupos de empresas investigados. As propinas também teriam
circulado pela Diretoria de Abastecimento da Petrobras.
Segundo os agentes, em outro
procedimento, também estão sendo cumpridos mandados que buscam a apuração de
pagamentos indevidos a um executivo da área Internacional da Petrobras em
contratos firmados para aquisição de navios-sondas.
Os crimes investigados nesta etapa
são corrupção, organização criminosa e lavagem de ativos. Os presos serão
levados para a Superintendência da PF, em Curitiba.
O nome da operação, ainda de
acordo com a PF, remete à sistemática, repetida e aparentemente dependente, da
prática de corrupção por determinados funcionários da estatal e agentes
políticos que aparentam não atuar de outra forma senão através de atos lesivos
ao Estado.
"O termo ainda remete a ideia
de que alguns setores do Estado precisam passar por um processo de
desintoxicação do modo corrupto de contratar presente na ação de seus
representantes", declarou a PF.
29ª fase
A 29ª fase foi deflagrada nesta segunda-feira (23) e prendeu o ex-tesoureiro do Partido Progressista (PP), João Claudio Genu, e o sócio dele, Lucas Amorim Alves.
A 29ª fase foi deflagrada nesta segunda-feira (23) e prendeu o ex-tesoureiro do Partido Progressista (PP), João Claudio Genu, e o sócio dele, Lucas Amorim Alves.
Os dois são suspeitos de receber
propina de valores desviados da Petrobras. Contra Genu, o juiz federal Sérgio Moro expediu
um mandado de prisão preventiva, ou seja, com prazo indeterminado.
Já o mandado contra Alves foi em
caráter temporário, por cinco dias, podendo ser prorrogada pelo mesmo tempo ou
transformada em preventiva. Quem decidirá isso será o juiz, baseado nos pedidos
da Polícia Federal e do Ministério
Público Federal (MPF).
A 29ª fase da Lava Jato apura o
recebimento de propina e lavagem de dinheiro por parte de Genu e Alves. Também
foi expedido um mandado de prisão contra o empresário Humberto do Amaral
Carrilho, que está no exterior e é considerado foragido. Ele afirmou, no
entanto, que vai se entregar.
Adriana Justi e Camila Bomfim
Do G1 PR e da TV Globo em
Brasília
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