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Barack Obama
e o presidente do Vietnã Tran Dai Quang dão
entrevista
em Hanói em 23 de maio de 2015
(Foto: Luong
Thai Linh /AFP)
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Medida acaba com um dos últimos
vestígios da guerra entre os dois países. Hanói teme avanço da China, mas EUA
negam que essa seja a razão.
O presidente Barack Obama anunciou
nesta segunda-feira (23) em Hanói o fim do embargo da venda de armas americanas
ao Vietnã, um dos últimos vestígios da guerra entre os dois países, encerrada
em 1975.
"Os Estados Unidos encerram a
proibição da venda de equipamentos militares ao Vietnã, em vigor há quase 50
anos", afirmou Obama em uma entrevista coletiva ao lado do presidente
vietnamita Tran Dai Quang.
Os dois países observam com
preocupação o aumento das capacidades militares da China no Mar da China
Meridional, onde o gigante asiático mantém disputas territoriais com vários
países.
Mas Obama destacou que esta não
foi a motivação para o fim do embargo contra o Vietnã, que também é governado
pelo Partido Comunista, mas que tem grande receio do crescente poderio de
Pequim.
"A decisão de acabar com o
embargo não está baseada na China (...) e sim no desejo de completar o que tem
sido um longo processo de normalização com o Vietnã", disse. "Na
atual fase, desenvolvemos um nível de confiança e cooperação que inclui nossos
militares", completou.
Na mesma entrevista, Obama foi
questionado sobre o Acordo Transpacífico de Cooperação Econômica (TPP) e
reiterou a confiança de que o mesmo será ratificado nos Estados Unidos, apesar
de provocar uma forte oposição política.
"Continuo confiante de que
vamos fazer isto e a razão pela qual permaneço confiante é que é o
correto", disse Obama.
Os 12 países signatários do acordo
são Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia,
Peru, Cingapura, Estados Unidos e Vietnã. Representam 40% da economia mundial.
Da France Presse

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