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Em 2015, 848
doadores de órgãos nos EUA morreram por
conta de
overdose (Foto: Divulgação)
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Nº de doadores que morreram por overdose
aumentou 270% em 9 anos. Em média, 78 americanos morrem por dia por conta dos
opiáceos.
A epidemia de morte por overdose
de drogas aumentou expressivamente o número de doadores de órgãos nos Estados
Unidos, segundo reportagens do portal de notícias "U.S. News & World
Report" e do jornal "The Washington Post".
Cada vez mais pessoas morrem por
overdose nos Estados Unidos. Desde 2000, esse número cresceu 137%, de acordo
com o Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos EUA. Grande parte
das mortes estão ligadas ao uso de remédios à base opiáceos, como alguns
analgésicos, e pelo uso de heroína.
Em média, 78 americanos morrem por
dia por conta dos opiáceos. Em 2014, foram quase 19 mil casos, segundo o CDC.
Por conta disso, houve um aumento
de 270% no número de doadores de órgãos que morreram por overdose, entre 2006 e
2015, passando de 230 para 848 casos, revelou uma pesquisa da United Network
for Organ Sharing (UNOS).
“O aumento de doadores de órgãos
nos últimos anos é substancial”, falou ao "Washington Post", David
Klassen, diretor médico da United Network for Organ Sharing. “Uma parte
significante disso pode ser explicado pelas overdoses de drogas, mas não toda.
Há um grande esforço na comunidade de transplante para aumentar a consciência
da doação, completou.
Há mais 80 mil americanos na fila
de transplantes. Em média, morrem 20 pessoas da lista de espera por dia, por
não encontrarem um doador, segundo as estatísticas da UNUS.
Muitos hospitais e candidatos a
receber transplantes estão cautelosos em usar órgãos do chamado “grupo de
risco”, como os de usuários de drogas, por temerem a contaminação por hepatite
C e outros doenças infeciosas.
“Doadores de órgãos [em geral] são
examinados para HIV, Hepatite B e Hepatite C. Doadores de alto risco recebem
exame complementar”, disse Klassen. "Alto risco é uma coisa relativa. O
risco de transmissão da doença de alguém que é rastreada por esse processo é
relativamente baixo. Ainda assim, é impossível eliminar completamente o risco
de transmissão de doenças, mesmo a partir de doadores não-alto risco”,
completou.
Apesar de representar um grande
problema de saúde pública, as mortes por overdose fazem surgir um novo público
de doadores. “Temos que convencer as pessoas que esses órgãos podem ser usados
por representarem um baixo risco [de saúde]. Essa é uma nova população de
doadores, que inclui jovens, pessoas saudáveis, estudantes e trabalhadores”,
disse a vice-presidente do Banco de Órgãos de New England, Helen M. Nelson, ao
U.S. News & World Report.
Do G1, em São Paulo

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