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Ainda como
presidente da Câmara dos Deputados: Eduardo Cunha
durante
sessão da Casa. © Ueslei Marcelino/Reuters
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Desde que foi afastado do cargo de
presidente da Câmara, em 5 de maio, Eduardo
Cunhamanteve-se longe dos holofotes e agora, em sua primeira entrevista
à imprensa, revelou que Dilma teria oferecido ajuda para ele enfrentar o
Supremo Tribunal Federal (STF).
© Ueslei Marcelino/Reuters Ainda
como presidente da Câmara dos Deputados: Eduardo Cunha durante sessão da Casa
À Folha de S. Paulo deste domingo, Cunha afirmou que a Dilma teria
dito que tinha cinco ministros do Supremo que poderiam ajudá-lo.
“A presidente, no dia em que
estive com ela, em 1º setembro, fui para uma audiência que ela convocou para
falar de medidas e sei lá o quê. Ela disse que tinha cinco ministros para poder
me ajudar... Ela não disse os nomes nem ajudar no quê. Eu simplesmente
ignorei”, disse Cunha à Folha de S. Paulo.
Cunha ainda afirmou ao jornal que
não se considera o capitão do golpe, como é chamado pela presidente. Segundo
ele, a decisão de aceitar o pedido de impeachment foi técnica.
“Eu tive 53 pedidos de impeachment...
Dos 53, eu rejeitei 41, aprovei 1 e ainda deixei 12 que não foram decididos. Se
eu fosse capitão do golpe já teria tido impeachment muito tempo atrás. Eu
rejeitei o conceito de que o mandato anterior contaminava o atual. Não entrei
no mérito da corrupção. Ela promoveu despesas sem autorização do Poder
Legislativo. Foi técnico”, afirmou Cunha à Folha de S. Paulo.
Acusações
Eduardo Cunha enfrenta uma série
de acusações investigadas pela Operação lava Jato. Embora negue todas as
acusações, a procuradoria geral da república (PGR) comprovou que Cunha possui
algumas contas bancárias na Suíça.
O peemedebista é suspeito de
participar do esquema de corrupção da Petrobras e em diversas delações da
Operação Lava Jato teve seu nome citado por presos.

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