Jorge
Felippe, presidente da Câmara, será alvo de pedido de afastamento do cargo
Em sessão
marcada por protestos e gritaria, os vereadores do Rio decidiram nesta
terça-feira (17) suspender os trabalhos da CPI das Olimpíadas até que a Justiça
se manifeste sobre o recurso impetrado por Teresa Bergher (PSDB), que questiona
a composição da comissão.
Em reação,
os vereadores de oposição decidiram pedir a anulação da sessão e o afastamento
do presidente da Câmara, Jorge Felippe (PMDB). Para Babá e Renato Cinco, ambos
do PSOL, Felippe perdeu as condições para continuar à frente da Casa.
A confusão
se instalou após Jimmy Pereira (PRTB) sugerir que o plenário decidisse pelo
voto se a CPI deveria ou não ser suspensa, a não ser que Teresa retirasse o
recutso judicial – como a vereadora não estava presente, não pode se
manifestar.
Leonel
Brizola Neto (PSOL) ainda tentou impedir a votação, já que a sugestão de Jimmy
não constava da pauta do dia. Felippe, porém, manteve a votação, que marcou 25
votos pela suspensão da CPI.
Autor do
requerimento de criação da CPI, Jefferson Moura (Rede) afirmou que o presidente
da Câmara cometeu uma arbitrariedade ao colocar a proposta de Jimmy Pereira em
votação.
"O que
nós vimos aqui foi uma ilegalidade, um atentado à democracia. Existe uma
liminar judicial que determina que a CPI funcione e a Casa deve
respeitá-la"
Ainda
segundo Moura, os próximos passos são "tomar medidas para anular a sessão
e depois representar pelo afastamento do presidente".

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