5/13/2016

Adolescente morta no Juramento, Rio, fugiu de casa há 15 dias, diz mãe

Mãe de Miriam tinha tatuagem com nome da filha. Miriam
morreu baleada no Morro do Chapadão
(Foto: Matheus Rodrigues/G1/ Arquivo Pessoal) 
Jovem era de Magé e conheceu morador de favela em rede social. Mãe afirmou que ia tentar resgatá-la.
A mãe da jovem que morreu ao ser baleada em um tiroteio no Morro do Juramento, na Zona Norte do Rio, afirmou nesta sexta-feira (13) que Miriam Martins dos Santos, de 14 anos, teria fugido de casa há 15 dias para ficar com um morador da comunidade. A família da adolescente - que mora em Suruí, em Magé, na Região Metropolitana do Rio - estava preocupada com a situação é teria feito um apelo para a jovem voltar para casa. A mãe Michele da Conceição Gomes, de 30 anos, disse que a menina teria conhecido o namorado em uma rede social.
"Eu descobri que ela conheceu o namorado pelo Facebook. Ela fugiu de casa e foi ficar com esse namorado no Juramento. A gente estava até vendo essa semana como íamos fazer para buscar ela. Ela entrou pouco em contato comigo, tanto que ela falou que estava bem e estava feliz. Eu ainda pedi a ela: 'Pelo amor de Deus, volta para casa. Não tem necessidade de você ficar ai'. Ela me respondeu que estava bem e feliz, ai não entrou mais em contato. Eu tentei retornar às ligações, mas não conseguia. A última vez que ela entrou em contato comigo foi quarta-feira e eu não consegui mais falar com ela. Ligava, ligava e só dava desligado", afirmou.
O último contato de Miriam com a mãe teria sido por telefone na quarta-feira (11). Após fazer o reconhecimento da filha no Instituto Médico Legal (IML), Michele afirmou que estava planejando buscar a filha no Morro do Juramento. "A gente estava todo mudo em pânico, inclusive hoje mesmo ia levantar mais cedo e tentar subir lá em cima. Íamos chamar um amigo para ir comigo e tentar buscar ela. Meu plano hoje era esse: tentar tirar ela lá de dentro, mas infelizmente não consegui", lamentou.
Michele ficou sabendo do confronto na comunidade na manhã desta sexta-feira e preocupada com a filha foi até o Hospital Getulio Vargas. Ao chegar na unidade, foi aconselhada a procurar o IML quando confirmou a morte da menina. "Hoje de manhã cedo nós vimos a reportagem, que tinha sido baleada uma menor de 14 anos e não tinha sido identificada. Se a vítima fosse do Juramento, a família já tinha identificado. Foi a hora que levantamos e fomos até o hospital. Quando chegamos no Getúlio Vargas, mandaram a gente vir para cá", disse.
Durante o tiroteio da noite de quinta, outro jovem, também de 14 anos também foi atingido no braço, foi levado para a UPA de Irajá e passa bem. O rapaz não tem passagem pela polícia e foi apreendido pela polícia.
Operação policial com três presos
Segundo a polícia, os tiroteios aconteceram após uma tentativa de invasão do Juramento por uma quadrilha rival de traficantes de drogas. Na manhã dessa sexta, PMs faziam uma operação na comunidade. Três suspeitos foram presos.

A Secretaria Municipal de Educação informaouque, de acordo com a 5ª Coordenadoria Regional de Educação, 3 escolas, 4 creches e 1 Espaço de Desenvolvimento Infantil (EDI) ficaram sem atendimento no turno da manhã, nesta sexta-feira (dia 13), nas regiões  do Juramento e Faz Quem Quer.  As unidades escolares atendem a 1411 alunos no turno da manhã. A secretaria informou, ainda, que o conteúdo será reposto.

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