Em reunião com vários secretários,
entre eles o secretário municipal de Transportes Rafael Picciani, nesta
sexta-feira (1º), diante dos transtornos causados pelo protesto dos taxistas, o
prefeito do Rio Eduardo Paes deu prazo até o meio-dia desta sexta para que a
cidade volte ao normal. A partir deste horário, a Prefeitura do Rio vai começar
a “tomar medidas mais enérgicas contra os manifestantes”. As medidas foram
prometidas por Picciani durante entevista ao Radar RJ.
Serão aplicadas multas referentes
às violações das regras de trânsito. E a prefeitura poderá tomar medidas ainda
mais rígidas como a cassação da autonomia dos taxistas.
O protesto iniciado nas primeiras
horas da manhã engarrafou as principais vias de acesso ao Centro da cidade e
segue causando transtornos para os cidadãos, que não conseguem chegar ao
trabalho. Entre os principais prejudicados pelo movimento dos taxistas estão os
passageiros que perderam voos por não conseguirem chegar a tempo nos aeroportos
Santos Dumont, no Centro, e Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador.
O secretário disse que discutiu
com os líderes do movimento dos taxistas sobre a necessidade de liberar as vias
da cidade para que o Rio volte à sua normalidade para que possa retomar ao
diálogo.
“Sempre estivemos abertos ao
diálogo. A prefeitura sempre esteve em defesa dos taxistas. Tanto que fomos nós
que acionamos a justiça a respeito da legalidade do Uber. Porém, o entendimento
da justiça tem sido distinto. Todo esse direito de se manifestar é legítimo
desde que não fira o direito do restante da população. A prefeitura exige que
eles restabeleçam a normalidade na cidade para avançar no diálogo”, disse
Picciani, afirmando que não tem como interferir em decisões judiciais, como a
liminar que permite a operação do Uber.
O secretário acrescentou que a
Procuradoria Geral do Município tem tentado preservar a regra e a ordem do
serviço de táxis regulamentado pela prefeitura.
Pressão para cassar liminar favorável ao Uber
Após pararem o trânsito nas
principais vias da cidade, os taxistas seguiram para a sede do Tribunal de
Justiça do estado (TJ-RJ), onde pretendem pressionar os desembargadores para
que cassem a liminar que permite o funcionamento do Uber no Rio. Duas faixas da
Avenida Presidente Antônio Carlos foram bloqueadas pelos motoristas.
Líder do movimento de taxistas,
André de Oliveira disse que o Uber é desnecessário. "Serviço prestado
pelos táxis é muito bom", afirmou ele, que criticou o secretário municipal
de Transportes, Rafael Picciani, pela ameaça de cancelar a autonomia dos
taxistas que insistirem em bloquear vias da cidade: "Perdeu meu
respeito".
No fim da manhã, um dos oradores
do ato em frente à sede do TJ pediu que os cerca de 100 taxistas que ocupavam
parte da Av. Presidente Antônio Carlos liberassem a via e foi vaiado, mas
afirmou também que a "manifestação problemática" foi uma vitória para
a categoria. Em rápida votação no local, os manifestantes decidiram ir até a
sede da Secretaria Municipal de Transportes, em Botafogo, Zona Sul do Rio.
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