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Candidate à
presidente do Peru, Keiko Fujimori participou de debate
em Lima, no
Peru, no domingo (3) (Foto: Martin Mejia/AP)
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'Me comprometo a respeitar a não
reeleição presidencial', afirmou. Pai dela, após ser eleito, deu um autogolpe com a ajuda dos militares.
Keiko Fujimori, favorita para a
eleição presidencial de 10 de abril no Peru, estabeleceu distância do pai, o
ex-presidente Alberto Fujimori, e afirmou que nunca dará um golpe de Estado
como ele, antes de uma passeata contra sua candidatura.
"Me comprometo a respeitar a
não reeleição presidencial estabelecida em nossa Constituição Política.
Finalmente, nunca mais um 5 de abril de 1992", disse Fujimori. O pai dela,
depois de ser eleito em 1990, deu um autogolpe com a ajuda dos militares, que
permitiu fechar o Congresso e controlar as instituições do Estado.
Fujimori pai foi reeleito em 1995
e, com a interpretação das leis a seu favor, voltou a ser eleito no ano 2000,
mas teve que renunciar quando estava no exterior em meio a um escândalo de
compra de políticos e meios de comunicação.
Hoje, aos 77 anos, cumpre pena por
crimes de corrupção e contra os direitos humanos, por assassinatos cometidos
durante seu governo na luta entre as Forças Armadas e as guerrilhas que
espalharam o terror no país.
Um grande protesto contra Keiko
está programado para terça-feira 5 de abril, quando o autogolpe de seu pai
completa 24 anos.
"Me comprometo ao respeito
irrestrito da ordem democrática e dos direitos humanos", afirma Keiko
Fujimori em um documento assinado ao final de um debate presidencial no
domingo.
Keiko, que foi a primeira-dama do
país no governo de seu pai, disse que vai respeitar a liberdade de imprensa e
não utilizará o poder político para beneficiar sua família. Em sua primeira
candidatura à presidência, em 2011, ela afirmou que, em caso de vitória,
indultaria o pai, o que custou sua derrota.
De acordo com uma pesquisa do
instituto Ipsos, a última que a lei eleitoral permite divulgar a uma semana das
eleições, a conservadora Keiko Fujimori consolida a liderança com 34,4% das
intenções de voto, seguida por um empate técnico entre o candidato de direita
Pedro Pablo Kuczynski (16,8%) e a esquerdista Verónika Mendoza (15,5%).

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